Educação integral como desafio de educar para salvar vidas

  • Jandira Gonçalves de Azevedo Debastiani
  • Roque Strieder

Resumo

O propósito deste estudo é fazer uma reflexão sobre as possibilidades da educação integral em escolas de tempo integral. A problemática de orientação é: que visão de formação, de ser humano e de vida pode efetivar a formação integral? Sabe-se da impossibilidade de abordar a complexidade dessa temática à exaustão; por isso, consideraram-se alguns aspectos fundamentais. O objetivo central dessa reflexão foi verificar se a educação integral, com nova visão sobre a vida e o ser humano, realiza o desafio de salvar vidas. Trata-se de um estudo teórico que buscou, principalmente, em Assmann, Maturana e Verden-Zoller, Morin e Moraes suportes teóricos sobre reencantar a educação. Na biologia do amor, encontra-se uma base para a convivência em escolas de tempo integral. Nos fundamentos da matrística, percebeu-se a possibilidade do respeito a si e ao outro. No respeito ao outro, encontrou-se o fundamento da aceitação mútua, da corresponsabilidade e do desejo de conviver. Na atitude transdisciplinar, encontrou-se a humildade, a valorização dos saberes do outro e o estar pronto para pedir ajuda. Acredita-se que a biologia do amor, o modo de vida matrístico, a atitude transdisciplinar, entre outros ressignificam conceitos e linguagens definidoras de projetos educacionais em que aprendizagem e vida se tornam processos indissociados. Educar na biologia do amor desencadeia emoções positivas que favorecem a emergência de aprendizagens significativas. É um processo educativo que conduz e efetiva o diálogo como fundamento relacional na escola de tempo integral.

Palavras-chave: Educação integral. Biologia do amor. Formação humana.

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Artigos