Teoria da auto-organização: novas perspectivas à educação pós-moderna

  • Márcia Morschbacher

Resumo

O período pós-moderno, caracterizado pelas transformações constantes em todos os contextos e pela ascensão das tecnologias e do conhecimento, faz emergir e fortalecer a necessidade de se repensar valores e atitudes que legitimam e orientam as ações e pensamentos humanos. O hegemônico pensamento mecanicista, o qual apresenta inúmeras contradições e equívocos, apresenta-se insuficiente para abarcar as necessidades pós-modernas. A mesma relação aplica-se à educação que, influenciada tradicionalmente por esse modelo dominante, mantém-se atrelada, também, a essa insuficiência conceitual. Nesse contexto de mudanças, emergem novos entendimentos acerca da vida e da realidade: trata-se da Teoria da Auto-organização, que instiga, também, o repensar da educação com base em preceitos mais coerentes e atentos às necessidades pós-modernas, capazes de ressignificar a prática pedagógica alicerçados nos princípios de auto-organização, autopoiese, singularidades, solidariedade, respeito, responsabilidade, ética, entre outros aspectos. Posto isso, intenta-se, neste artigo, abordar como ocorrem os processos de aprendizagem tendo como referência a Teoria da Auto-organização. Para tanto, utilizou-se como tema de discussão a seguinte questão: “Pela Teoria da Auto-organização somos individualidades singulares, como desenvolver um ‘desempenho’ em aprendizagem considerando essas individualidades?” Conclui-se que a referida teoria, ao possibilitar considerar as individualidades dos seres humanos durante o ato educativo, pressupõe a promoção de múltiplas situações de aprendizagem atentas a tais singularidades.

Palavras-chave: Pós-modernidade. Educação. Teoria da Auto-organização. Processos de aprendizagem.

Seção
Artigos