ESTRATÉGIAS PROBLEMATIZADORAS E SEUS REFLEXOS NA FORMAÇÃO EM SAÚDE – UM RELATO DE CASO

  • Natanael Chagas Universidade Comunitária da Região de Chapecó - UNOCHAPECÓ
  • Adriana Carolina Bauermann Universidade Comunitaria da Região de Chapecó - UNOCHAPECÓ
  • Andressa Antonia Trizotto Universidade Comunitária da Região de Chapecó - UNOCHAPECÓ
  • Aline Rohden Universidade Comunitaria da Região de Chapecó - UNOCHAPECÓ
  • Claudio Claudino Filho Universidade Federal da Fronteira Sul - UFFS

Resumo

A formação em saúde tradicionalmente se baseia em um paradigma conteudista, no qual o professor assume uma postura de transmissor de conhecimentos, e o estudante, de modo pacífico, conforma-se com o papel de “receptáculo”. O objetivo foi relatar o uso de estratégias problematizadoras em um projeto com graduandos em saúde, na perspectiva de Paulo Freire. A experiência de imersão aqui exposta ocorreu no âmbito do projeto Vivências e Estágios na Realidade do Sistema Único de Saúde (VER-SUS Oeste catarinense), iniciativa governamental em parceria com a Rede Unida e, no Oeste Catarinense, uma parceria maior entre a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e três universidades loco-regionais: UnoChapecó, UFFS e Udesc. Possibilitou-se transcender o conteudismo nas relações de ensino-aprendizagem, gerando reflexões e amadurecimentos, unindo os saberes diversos e gerando inquietações. Ancorando-se na educação problematizadora, emergiram reflexões sobre o processo ainda desarticulado de educação, gestão, formação e atenção em saúde. Para Freire (1996), educar exige o entendimento de que a educação é um mecanismo de intervenção no mundo, visando estimular o educando a questionar os valores, os mecanismos de controle e de poder, a fim de emancipar-se da dominação e construir opinião. A formação a partir das estratégias problematizadoras instigará mudanças na postura profissional a partir de uma visão ampliada, bem como a inserção na sociedade de forma ativa e solidária, compreendendo seu papel como cidadão. Possibilita-se, logo, ao estudante elementos para desenvolver um pensamento crítico, reflexivo e criativo quanto às suas próprias potencialidades e limitações. Sugere-se a ampliação do uso de tais estratégias não somente em (necessárias) iniciativas governamentais de reorientação profissional, mas também ao longo dos itinerários formativos que transcendam a matriz curricular disciplinar, fazendo com que se formem profissionais de saúde mais atentos à realidade do SUS e de seus usuários.

Palavras-chave: Metodologias participativas. Educação bancária. Formação acadêmica.

Biografia do Autor

Natanael Chagas, Universidade Comunitária da Região de Chapecó - UNOCHAPECÓ
Discente do curso de Odontologia - UNOCHAPECÓ
Adriana Carolina Bauermann, Universidade Comunitaria da Região de Chapecó - UNOCHAPECÓ
Discente do curso de Farmácia - UNOCHAPECÓ
Andressa Antonia Trizotto, Universidade Comunitária da Região de Chapecó - UNOCHAPECÓ
Discente do curso de Odontologia - UNOCHAPECÓ
Aline Rohden, Universidade Comunitaria da Região de Chapecó - UNOCHAPECÓ
Farmacêutica, Mestranda em Ciências da Saúde - UNOCHAPECÓ
Claudio Claudino Filho, Universidade Federal da Fronteira Sul - UFFS

Enfermeiro. Doutorando em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Professor da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Campus Chapecó-SC. Integrante do Laboratório de Pesquisa e Tecnologia em Educação em Enfermagem e Saúde (EDEN/UFSC) e colaborador UNA SUS/UFSC em Atenção Básica para o Programa Mais Médicos e PROVAB. Pesquisador dos grupos/CNPq: GEPEGECE/UFFS, NESCO e EAI/UNIVASF, VSQV/UFBA. 

Publicado
26-08-2016