A CONCENTRAÇÃO DE LACTATO SANGUÍNEO PODE SER UM INDICADOR DE SAÚDE EM PRATICANTES DE ACADEMIA?

  • Patrick Zawadzki Universidade do Oeste de Santa Catarina
  • Susana Padoin Bolsista do grupo de pesquisa CViP. Acadêmica do Curso de Educação Física, da Unoesc Chapecó.
  • Mônica Raquel Sbeghen Pesquisadora e Professora dos Cursos de Educação Física e Psicologia da Unoesc Chapecó.
  • Luiz Carlos Tusset Membro do CViP - Educação Física. Acadêmico do Curso de Educação Física, da Unoesc Chapecó.
  • Eduarda Borsoi Bolsista do grupo de pesquisa CViP. Acadêmica do Curso de Educação Física, da Unoesc Chapecó.

Resumo

A atividade física caracteriza-se pela contração muscular e seus efeitos sistêmicos. Ao contrair repetidas vezes, um músculo lesiona-se e produz uma série de substratos. Um deles é o lactato, ou ácido láctico, que provém do processo de quebra da glicose em dois piruvatos, produzido sem a presença de oxigênio. O objetivo neste estudo foi apresentar a medida da concentração do lactato sanguíneo como um indicador de saúde para o controle da intensidade da atividade física em praticantes de academia. O método caracterizou-se por meio de revisão de literatura sobre artigos e livros encontrados nos bancos de dados SciELO e Pergamum, entre abril e maio de 2016. Foi utilizada para a busca a palavra-chave lactato associada à recuperação muscular ou exercício físico. Foram encontrados 43 artigos e livros; destes foram selecionados dois livros e quatorze artigos. Entre os achados, constatou-se em sete artigos que as coletas sanguíneas foram efetuadas no lóbulo da orelha dos participantes, três com punções capilares, um de punção caudal e três na fossa intercubital. Em mais da metade dos estudos, identificou-se que se utilizaram coletas de curva de comportamento, além dos habituais pré e pós-teste. Os esportes tidos como objeto do estudo foram ciclismo, natação, futebol, atletismo e musculação. Foram participantes atletas, pessoas ativas fisicamente, sedentários e, inclusive, um animal de laboratório. Observou-se que os exercícios físicos de alta intensidade aumentam os níveis de lactato, de modo que sinalizam ao corpo uma situação de estresse físico, e, por consequência, ocorre um estímulo para a produção de cortisol, enquanto em atividades de baixa e moderada intensidade não há acúmulo de lactato. É necessário considerar a quantidade de cortisol acumulada em um praticante de academia após um dia de trabalho, por isso, aponta-se esta medida como necessária no controle de cargas durante a prescrição de atividade física em academias.

Palavras-chave: Lactato. Recuperação muscular. Exercício físico. Saúde.

Biografia do Autor

Patrick Zawadzki, Universidade do Oeste de Santa Catarina

Doutorando em Educaçao Física, Atividade Física e Esporte pela Universidade de Barcelona.

Professor da UNOESC-Chapecó.

Susana Padoin, Bolsista do grupo de pesquisa CViP. Acadêmica do Curso de Educação Física, da Unoesc Chapecó.
Bolsista do grupo de pesquisa CViP. Acadêmica do Curso de Educação Física, da Unoesc Chapecó.
Mônica Raquel Sbeghen, Pesquisadora e Professora dos Cursos de Educação Física e Psicologia da Unoesc Chapecó.
Pesquisadora e Professora dos Cursos de Educação Física e Psicologia da Unoesc Chapecó.
Luiz Carlos Tusset, Membro do CViP - Educação Física. Acadêmico do Curso de Educação Física, da Unoesc Chapecó.
Membro do CViP - Educação Física. Acadêmico do Curso de Educação Física, da Unoesc Chapecó.
Eduarda Borsoi, Bolsista do grupo de pesquisa CViP. Acadêmica do Curso de Educação Física, da Unoesc Chapecó.
Bolsista do grupo de pesquisa CViP. Acadêmica do Curso de Educação Física, da Unoesc Chapecó.
Publicado
26-08-2016