INFLUÊNCIA DA CLASSE IgG NA SOROREATIVIDADE CRUZADA DE TRYPANOSOMA CRUZI E TRYPANOSOMA RANGELI

Autores

  • Maiara Anschau Floriani
  • Maria Victória Branco Flores
  • Glauber Wagner

Resumo

Trypanosoma rangeli é um parasito não patogênico que infecta mamíferos nas Américas, incluindo humanos. Em razão da sua semelhança morfológica e antigênica com Trypanosoma cruzi, agente etiológico da Doença de Chagas, a coexistência desses parasitas em humanos pode levar a erros no diagnóstico da doença. Em infecções causadas por T. cruzi, o isotipo IgG se apresenta em elevados títulos, porém, a variação desse isotipo em T. rangeli é desconhecido. Avaliou-se, neste trabalho, a influência dos anticorpos da classe IgG na sororeatividade cruzada desses parasitos em camundongos durante a infecção experimental. Parasitos foram cultivados in vitro (T. rangeli Choachí e T. cruzi Y) utilizando meio LIT e as formas tripomastigotas foram obtidas em cultura com meio DMEM e culturas envelhecidas, respectivamente. Aproximadamente 103 formas tripomastigotas foram inoculadas por via intraperitoneal e os antissoros obtidos por meio de coletas durante 64 dias. Mediante o immunoblotting foi observado o aumento dos níveis séricos de IgG a partir do 14º dia, em que as frações de proteínas foram reconhecidas mais intensamente pelos soros homólogos. Também, notou-se que as proteínas de T. cruzi foram reconhecidas pelo antissoro heterólogo, indicando sororeatividade cruzada. Ensaios de ELISA demonstraram que o isotipo mais abundante em uma infecção por T. cruzi foi IgG2b e por T. rangeli IgG2b e IgG3, sendo estes responsáveis pela reatividade sorológica com proteínas da forma tripomastigota de T. cruzi. Contudo, utilizando proteínas de superfície (SEP) de tripomastigotas de T. rangeli, não houve reconhecimento dos antissoros heterólogos (< 0,05 ABS) e proteínas SEP de T. cruzi foram reconhecidas pelo antissoro heterólogo apenas após o 44º dia de infecção, demonstrando o reconhecimento cruzado em fase crônica de infecção por T. rangeli, gerando possibilidade de resultados falso-positivos para a Doença de Chagas. Com isso, foi demonstrado que as SEPs de T. rangeli apresentam capacidade distinta na detecção de anticorpos IgG, reforçando a hipótese do seu uso no diagnóstico específico do parasito.

Palavras-chave: Doença de Chagas. Trypanosoma rangeli. Sorologia. ELISA.

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Publicado

08-09-2015

Como Citar

Anschau Floriani, M., Branco Flores, M. V., & Wagner, G. (2015). INFLUÊNCIA DA CLASSE IgG NA SOROREATIVIDADE CRUZADA DE TRYPANOSOMA CRUZI E TRYPANOSOMA RANGELI. Seminário De Iniciação Científica E Seminário Integrado De Ensino, Pesquisa E Extensão. Recuperado de https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/siepe/article/view/7840

Edição

Seção

Joaçaba - Pesquisa