AVALIAÇÃO DA TOXICIDADE IN VIVO DA CHALCONA R15 LIVRE E INCORPORADA EM SISTEMAS LIPÍDICOS NANOESTRUTURADOS

Autores

  • Aline Conte
  • Claudriana Locatelli

Resumo

O uso das nanopartículas como transportadoras de fármacos pode reduzir a toxicidade do princípio ativo incorporado, melhorar a biodisponibilidade da substância ativa, e poderia auxiliar no aumento da adesão ao tratamento da terapia prescrita. Os derivados dos flavonóides são citados por suas ações biológicas, como: antifúngicos, antibacterianos, analgésicos, antioxidantes, antibacterianos, antimicobacterianos e anti-inflamatórios. O objetivo deste trabalho foi estudar a atividade toxicológica da chalcona in vivo. A chalcona livre e incorporada foi cedida gentilmente pelos professores da UFSC, que foi administrada na dose de 5 mg/Kg de peso. Foram utilizados camundongos albinos com idade de dois meses. Os animais foram alojados em gaiolas de plástico, forradas com, substituída a cada três dias para manutenção e higiene. Os parâmetros de toxicidade analisados consistiram na avaliação da variação de peso corporal (os animais foram pesados individualmente a cada 2 dias), exame anatomopatológico ante e pós-mortem, hemograma e testes bioquímicos de funções hepática e rena; além da avaliação do perfil lipidêmico dos animais tratados, foram investigados o potencial oxidativo, por meio da determinação das substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico, e a concentração de glutationa no soro e no tecido hepático. Para examinar mudanças morfológicas, cérebro, pulmão, coração, rins, fígado, baço e estômago foram removidos e pesados. Os animais tratados com chalcona livre e incorporada mostraram alterações significativas nos níveis de glutationa no tecido hepático. Em relação aos parâmetros bioquímicos, ocorreu uma diminuição nos parâmetros de AST, ALT e Colesterol em relação ao grupo controle. Os órgãos que tiveram aumento de peso foram o baço e o fígado, em relação ao grupo controle. Conclui-se que os resultados obtidos da chalcona R15 livre e a incorporada em sistema nanoestruturado são promissores para o tratamento do câncer, por apresentar baixa toxicidade entre os vários parâmetros estudados.

Palavras-chave: Nanotecnologia. Potencial oxidativo. Estresse oxidativo.

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Publicado

29-08-2014

Como Citar

Conte, A., & Locatelli, C. (2014). AVALIAÇÃO DA TOXICIDADE IN VIVO DA CHALCONA R15 LIVRE E INCORPORADA EM SISTEMAS LIPÍDICOS NANOESTRUTURADOS. Seminário De Iniciação Científica E Seminário Integrado De Ensino, Pesquisa E Extensão, 340. Recuperado de https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/siepe/article/view/5797

Edição

Seção

Videira - Pesquisa