CORRELAÇÃO ENTRE MORFOLOGIA ESPERMÁTICA, TAXA DE PARTO E TAMANHO DA LEITEGADA EM MATRIZES SUÍNAS

Autores

  • Paulo Eduardo Bennemann UNOESC
  • Andressa Capeletto

Resumo

A possibilidade em prever o desempenho reprodutivo das matrizes utilizando apenas avaliações de parâmetros seminais foi analisada neste estudo. Objetivou-se verificar a influência das alterações de morfologia espermática de reprodutores suínos sobre a taxa de parto e número de leitões nascidos totais em matrizes suínas. Em uma granja núcleo com central de processamento de sêmen própria foram selecionados 10 reprodutores da raça Landrace com idade de 8,8 ± 1,1 meses e que apresentavam boa qualidade espermática (>70% de motilidade e <20% de alterações de morfologia) nos 60 dias que antecediam o início do estudo. Cada reprodutor foi submetido à frequência de uma coleta de sêmen por semana. Características da motilidade e morfologia espermática foram avaliadas no sêmen in natura e posteriormente se processaram as doses inseminantes homospérmicas, cada uma contendo 3 bilhões de espermatozoides totais. A fertilidade dos reprodutores foi avaliada in vivo, mensurando o desempenho reprodutivo (taxa de parto e número de leitões nascidos totais) de matrizes (n = 575) inseminadas artificialmente por meio da técnica de homospermia com deposição intracervical do sêmen. Os dados reprodutivos obtidos foram correlacionados com os resultados da morfologia espermática de cada reprodutor. A taxa de parto média foi de 83,03%, analisada pelo teste Chi-square do pacote estatístico SAS; dois reprodutores (627 e 1054) diferiram dos demais (p<0,05) no grupo de reprodutores. Demonstrou-se que há diferença na taxa de parto (p<0,05) mesmo utilizando reprodutores selecionados por qualidade espermática (morfologia espermática). O resultado de número de leitões nascidos foi avaliado pelo procedimento GLM do SAS, sendo as médias comparadas pelo teste de Tukey. Não houve diferença entre os reprodutores (p>0,05) no número médio de leitões nascidos (13,4 ± 3,1). Os dados de morfologia espermática comparados mediante teste não paramétrico pelo procedimento NPARR do pacote estatístico SAS demonstraram que as alterações morfológicas encontradas nas avaliações interferiram de forma inversa e significativa na taxa de parto, mas, em relação ao número de leitões nascidos totais, não houve diferença. Não é possível predizer a condição de subfertilidade de reprodutores utilizando apenas a análise de morfologia espermática, pois esta não interferiu na taxa de parto e no número de leitões nascidos.

Palavras-chave: Subfertilidade. Reprodutor suíno. Tamanho de leitegada. Taxa de parto.

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Publicado

29-08-2014

Como Citar

Bennemann, P. E., & Capeletto, A. (2014). CORRELAÇÃO ENTRE MORFOLOGIA ESPERMÁTICA, TAXA DE PARTO E TAMANHO DA LEITEGADA EM MATRIZES SUÍNAS. Seminário De Iniciação Científica E Seminário Integrado De Ensino, Pesquisa E Extensão, 418. Recuperado de https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/siepe/article/view/5416

Edição

Seção

Xanxerê - Pesquisa