PERFIL DOS ANTICORPOS DA CLASSE IgG DURANTE INFECÇÃO EXPERIMENTAL DE Trypanosoma cruzi E Trypanosoma rangeli EM CAMUNDONGOS

Autores

  • Maiara Anschau Floriani Curso de Ciências Biológicas / Área das Ciências Biológicas e da Saúde / Universidade do Oeste de Santa Catarina / Joaçaba
  • Glauber Wagner Curso de Ciências Biológicas / Área das Ciências Biológicas e da Saúde / Universidade do Oeste de Santa Catarina / Joaçaba

Resumo

A reatividade sorológica cruzada entre Trypanosoma cruzi e Trypanosoma rangeli pode influenciar no diagnóstico para a doença de Chagas gerando resultados falso-positivos. Isso acontece por serem morfologicamente e antigenicamente semelhantes e por compartilharem vetores e hospedeiros mamíferos, além de possuirem uma distribuição geográfica sobreposta. Na doença de Chagas ocorre uma formação de anticorpos IgM durante a fase aguda, porém com o decorrer da infecção o nível de parasitemia é modulado principalmente pelos anticorpos da classe IgG. Durante as infecções causadas por T. rangeli o isotipo IgG se apresenta em menores títulos do que uma infecção por T. cruzi. Dessa forma, este trabalho pretende avaliar o perfil dos anticorpos da classe IgG para T. cruzi e T. rangeli em camundongos durante uma infecção experimental. Para tal, parasitos foram cultivados in vitro (cepas de T. rangeli Choachí e T. cruzi Y) utilizando meio LIT e as formas tripomastigotas de T. rangeli e T. cruzi foram obtidas em cultura com meio DMEM e em culturas envelhecidas, respectivamente. Foram inoculadas 1.000 formas tripomastigotas por via intraperitoneal e os antissoros obtidos por meio de coletas sequenciais durante 33 dias, com acompanhamento da parasitemia. A reatividade sorológica cruzada foi avaliada por meio de ensaios de immunoblotting no qual se observou um aumento dos níveis séricos de anticorpo IgG em torno do 14° dia até 33º dia, indicando uma resposta humoral bem estabelecida. As proteínas totais da forma epimastigota de ambos os parasitos foram reconhecidas mais intensamente pelos seus soros homólogos quando comparados aos antissoros heterólogos. Contudo, observou-se maior constatação das proteínas de T. cruzi reconhecidas pelo antissoro heterólogo, indicando a possibilidade de sororeatividade cruzada durante diagnóstico da doença de Chagas. Ao longo da infecção, a titulação e a isotipagem dos anticorpos por intermédio de ELISA demonstraram que a subclasse de anticorpo mais abundante é de IgG2b.

Palavras-chave: Doença de Chagas. Reatividade sorológica cruzada. Trypanosoma rangeli. Anticorpo. IgG. ELISA. 

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Publicado

2014-09-04

Como Citar

Floriani, M. A., & Wagner, G. (2014). PERFIL DOS ANTICORPOS DA CLASSE IgG DURANTE INFECÇÃO EXPERIMENTAL DE Trypanosoma cruzi E Trypanosoma rangeli EM CAMUNDONGOS. Seminário De Iniciação Científica E Seminário Integrado De Ensino, Pesquisa E Extensão, 219. Recuperado de https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/siepe/article/view/5312

Edição

Seção

Joaçaba - Pesquisa