NEOPLASIA MALIGNA DE BEXIGA: UM ESTUDO DAS TAXAS DE MORTALIDADE E DE INTERNAÇÃO HOSPITALAR

  • Eduardo Ottobelli Chielle UNOESC
  • Victor Antônio Kuiava
  • Ana Thereza Perin

Resumo

Neoplasia de bexiga possui elevada morbidade e o tabagismo é o seu principal fator de risco. O objetivo deste estudo foi avaliar o perfil epidemiológico e de internação hospitalar por neoplasia de bexiga brasileiro e do Rio Grande do Sul (RS).  Foi realizado um estudo de agregado temporal, retrospectivo e descritivo de 16 anos, utilizando as taxas de mortalidade e de internação hospitalar de neoplasia maligna de bexiga no Brasil, no RS. Os dados foram extraídos do DATASUS e IBGE.   No período pesquisado foram 46.065 mortes no Brasil, sendo 4.617 no RS. Foram 134 mil internações, sendo que 86% dos pacientes possuíam 60 anos ou mais. As taxas de mortalidade no RS 3,89 (IC 95%, 3,63-4,15) para homens e 1,48 (IC 95%, 1,34-1,62) para mulheres, maiores que a média nacional. As taxas de mortalidade são 60% superiores no RS em relação ao resto do país.  Os resultados permitiram caracterizar o perfil epidemiológico do câncer de bexiga no Brasil e no RS, mostrando um aumento de casos, especialmente no RS, com predomínio em homens e população mais idosa. Esses dados servirão de subsídio na implementação de políticas públicas, em ações preventivas, de controle e tratamento do câncer.
Publicado
28-08-2018
Como Citar
Ottobelli Chielle, E., Kuiava, V., & Perin, A. (2018). NEOPLASIA MALIGNA DE BEXIGA: UM ESTUDO DAS TAXAS DE MORTALIDADE E DE INTERNAÇÃO HOSPITALAR. Seminário De Iniciação Científica, Seminário Integrado De Ensino, Pesquisa E Extensão E Mostra Universitária. Recuperado de https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/siepe/article/view/18633