DIGNIDADE, AUTONOMIA E SUICÍDIO ASSISTIDO

  • Roni Edson Fabro UNOESC campus Joaçaba(SC)
  • Patrícia Aparecida Martinazzo UNOESC campus Joaçaba(SC)

Resumo

No mundo todo, pessoas acometidas por doenças irreversíveis ou em estado terminal, em pleno gozo de suas faculdades mentais, pedem pelo direito de morrer com dignidade. Quando a situação não permite o restabelecimento da saúde em sua plenitude, deve ser observada a autonomia da vontade do paciente, especialmente quando uma possível solução para estes indivíduos implica na abreviação da própria vida. Os avanços da medicina e a tecnologia têm trazido cada vez mais ferramentas eficazes para manter a vida, além de aliviar a dor física do paciente. Contudo, prolongar a vida desses indivíduos pode ser inútil, por conta da carga de sofrimento ao paciente e à família, com tratamentos invasivos e que não levarão a mais nenhum resultado positivo. A relação entre o médico e o paciente, com o consentimento livre e esclarecido, passou a ser interpretado de forma diversa, considerando as necessidades e a autonomia da vontade de cada pessoa humana. O direito de morrer com dignidade passa a ser uma questão política, na medida em que se questiona o poder que o Estado possui perante a vida do indivíduo. A discussão sobre o suicídio assistido passa, obrigatória e necessariamente, pelo embate entre o direito fundamental à vida e o princípio da dignidade da pessoa humana.

Biografia do Autor

Roni Edson Fabro, UNOESC campus Joaçaba(SC)
Professor do Curso de Direito da UNOESC campus de Joaçaba(SC).
Patrícia Aparecida Martinazzo, UNOESC campus Joaçaba(SC)
Acadêmica do Curso de Direito da UNOESC campus de Joaçaba(SC)
Publicado
24-08-2016
Como Citar
Fabro, R. E., & Martinazzo, P. A. (2016). DIGNIDADE, AUTONOMIA E SUICÍDIO ASSISTIDO. Seminário De Iniciação Científica E Seminário Integrado De Ensino, Pesquisa E Extensão. Recuperado de https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/siepe/article/view/11451
Edição
Seção
Joaçaba - Pesquisa