RELATOS DE PROFESSORAS, ANDANÇAS DE SENTIDOS

Resumo

O artigo trata da natureza inaugural dos relatos de professoras, os quais contêm séculos de conversações. Compreendidos enquanto transportes que conduzem os sentidos postos por elas, alguns relatos são desdobrados para, em seu interior, serem encontradas algumas influências que se prendem ao pensamento. Com isso, a escuta também é afetada, implicando a reflexão epistemológica de quem ouve. O artigo sinaliza que, em sua superfície, a racionalidade técnica predomina em muitas narrativas docentes, e que costuma lhes ser imputada. O texto denuncia a existência não deliberada de concepções mecanicistas nas narrativas docentes. Junto às orientações certeaunianas, abandona os resquícios de um discurso formatado para, talvez, adentrar o espaço habitado pela professora.

Palavras-chave: Relatos. Racionalidade Técnica. Formação de Professoras.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Mitsi Pinheiro de Lacerda, Universidade Federal Fluminense
Licenciada em Letras pela UEMG. Mestre em Educação pela UFF. Doutora em Educação pela USP. Professora do Departamento de Ciências Humanas e do Programa de Pós-Graduação em Ensino da Universidade Federal Fluminense.
Annete Montes Lanzaroti Hosken, Universidade Federal Fluminense
Licenciada em Pedagogia pela UEMG. Mestranda em Ensino pela UFF. Professora da Rede Pública Municipal de Carangola/MG.
Publicado
23-03-2016
Como Citar
PINHEIRO DE LACERDA, M.; MONTES LANZAROTI HOSKEN, A. RELATOS DE PROFESSORAS, ANDANÇAS DE SENTIDOS. Roteiro, v. 41, n. 1, p. 197-218, 23 mar. 2016.
Seção
Dossiê A narrativa na pesquisa e na formação docente