A EXIGÊNCIA DE FREQUÊNCIA ESCOLAR SEGUNDO BENEFICIÁRIAS DO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA

  • André Pires Programa de Pós-Graduação em Educação da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas)
  • Tainah Biela Dias Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas)

Resumo

O presente artigo teve como objetivo analisar como a exigência de frequência escolar mínima para crianças e jovens do Programa Bolsa Família (PBF) é percebida por sete beneficiárias residentes em Campinas, SP. A maioria das beneficiárias espera o mínimo da escola, em termos de conteúdo, para seus filhos, isto é, o letramento e as equações básicas. Em nosso entender, tais percepções, longe de denotarem somente fatalismo das entrevistadas em relação à sua condição social, indicam que elas compreendem de maneira muito precisa as clivagens dos usos dos serviços públicos no Brasil. Na consideração da maioria das entrevistadas é difícil esperar algo além do mínimo da escola pública, já que a educação de melhor qualidade é aquela oferecida em escolas pagas. A pesquisa ainda evidenciou que o grau de escolaridade das entrevistas tem influência sobre suas percepções sobre a educação e a escola.

Palavras-chave: Políticas públicas. Programa Bolsa Família. Educação.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

André Pires, Programa de Pós-Graduação em Educação da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas)
Mestre em Antropologia (Unicamp), Doutor em Ciências Sociais (Unicamp). Atualmente sou professor do Programa de Pós-Graduação em Educação da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas)
Tainah Biela Dias, Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas)
Bolista de Iniciação Científica PIBIC/CNPq e aluna do curso de graduação em Ciências Sociais PUC-Campinas
Publicado
19-05-2014
Como Citar
PIRES, A.; DIAS, T. B. A EXIGÊNCIA DE FREQUÊNCIA ESCOLAR SEGUNDO BENEFICIÁRIAS DO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA. Roteiro, v. 39, n. 1, p. 185-198, 19 maio 2014.
Seção
Artigos