Novas concepções pedagógicas de avaliação escolar no ensino médio em tempo integral em Porto Velho-RO

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18593/r.v46i.27015

Palavras-chave:

Educação Integral, Ensino Médio em Tempo Integral, Avaliação da Aprendizagem Escolar

Resumo

A contextualização deste estudo insere-se nas práxis de discorrer sobre a implementação das políticas educacionais de Educação Integral, efetivada pela Secretaria Estadual de Educação (SEDUC) de Rondônia, em 2017, a partir da inserção do Programa Escola do Novo Tempo, para o Ensino Médio em Tempo Integral (EMTI), que se propõe viabilizar, além do ensino, a possibilidade de desenvolver competências, habilidades e aspectos socioemocionais no processo de avaliar. Objetivou analisar as concepções pedagógicas dos professores sobre a avaliação da aprendizagem escolar com a implantação da educação integral no ensino médio no município de Porto Velho-RO. A pesquisa é descritivo-exploratória com abordagem qualitativa, realizada no ano de 2019, em uma unidade escolar, por meio de entrevista semiestruturada junto à 12 (doze) professores. Os resultados evidenciam que estes compreendem que o ato avaliativo, para além dos conhecimentos que precisam ser assegurados, deve contribuir para a construção dos projetos de vida dos alunos, o que implica na proposição de estímulos desafiadores para o desenvolvimento integral destes. Quanto aos aspectos norteadores do processo de avaliação, este deve permitir que o aluno compreenda, descubra, construa e reconstrua o conhecimento, para que a aprendizagem seja significativa e viabilize seu protagonismo. Acerca da percepção de avaliar na perspectiva da educação integral, os sujeitos enfatizaram que começaram a perceber o valor da avaliação qualitativa para que os saberes dos aprendentes interliguem suas histórias de vida aos seus anseios. Conclui-se que o ato de avaliar passou a ter um novo sentido, visualizando o indivíduo em suas múltiplas dimensões, denotando, assim, a importância de se repensar as práticas tradicionais envoltas do processo de avaliação. 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Selena Castiel Gualberto Lima, UNIR

Doutoranda em Educação pela Universidade do Vale do Itajaí  (UNIVALI). Mestra em Educação pela Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Especialista em Docência do Ensino Superior pela FGF. Graduada em Psicologia pelo Instituto luterano de Ensino Superior (ULBRA). Graduada em Direito pela Faculdade de Rondônia (FARO). 

Rosângela de Fátima Cavalcante França, UNIR

Doutora em Educação Escolar pela Unversidade Estadual Paulista (UNESP). Professora do Departamento de Educação (DECED) e no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu, Mestrado Acadêmico em Educação (PPGE) da Universidade Federal de Rondônia (UNIR). 

Referências

ALENCAR, C. de P. Manifesto dos Pioneiros da Educação nova de 1932 no Brasil: o acontecimento, o discurso e os dispositivos de verdade. 2016. Tese (Doutorado em Educação) – Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Goiânia, 2016.

BARDIN, L. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011.

BOGDAN, R.; BIKLEN, S. Investigação qualitativa em educação. Porto: Porto Editora, 1994.

BRASIL. Constituição. República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Senado Federal, 5 out. 1988.

BRASIL. Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 21 dez. 1996.

BRASIL. Secretaria de educação fundamental. Introdução aos parâmetros curriculares nacionais. Brasília: MEC/SEF, 1997.

COELHO, L. M. Educação integral em tempo integral: estudos e experiências em processo. FAPERJ: Petrópolis, 2009a.

COELHO, L. M. História(s) da educação integral. Em Aberto, v. 22, n. 80, p. 83-96, abr. 2009b. Disponível em: http://www.emaberto.inep.gov.br/index.php/emaberto/article/viewFile/2222/2189. Acesso em: 14 mar. 2020.

ESTEBAN, M. T. Avaliação: uma prática em busca de novos sentidos. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2000.

FERNANDES, D. Avaliar para aprender: fundamentos, práticas e políticas. São Paulo: Editora UNESP, 2009.

FIGARI, G. Avaliar: que referencial? [S. l.]: De Boeck-Wesmaei, 1996. Título original: Évalauer: quel référentiel?

GADOTTI, M. Educação Integral no Brasil: inovações em processo. São Paulo: EDL, 2009.

GIL, A. C. Métodos é técnicas de pesquisa social. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2008.

GUARÁ, I. M. F. R. É imprescindível educar integralmente. Cadernos CENPEC, v. 1, n. 2, p. 15-24, 2006.

HADJI, C. Avaliação desmistificada. Tradução: Patrícia C. Ramos. Porto Alegre: ArtMed Editora, 2001.

HOFFMANN, J. Avaliação Mediadora: uma prática em construção da pré-escola à universidade. 4. ed. Porto Alegre: Mediação, 1994.

LUCKESI, C. C. Verificação ou avaliação: o que pratica a escola? São Paulo: FDE, 1998. Série Ideias n. 8.

MAURÍCIO, L. V. Escritos, representações e pressupostos da escola pública de horário integral. Revista em Aberto, v. 22, n. 80, p. 15-31, abr. 2009.

MENDEZ, A. Avaliar para conhecer: examinar para excluir. Porto Alegre: Artes Médicas, 2002.

MOLL, J. (org.). Caminhos para elaborar uma proposta de Educação Integral em Jornada ampliada. Brasília, DF: SEB/MEC, 2011.

PERRENOUD, P. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens – entre duas lógicas. Porto Alegre: ArtMed, 1999.

ROMÃO, J. E. Avaliação dialógica: desafios e perspectivas. 9. ed. São Paulo: Cortez, 2011.

SANTOS, M. R. do; VARELA, S. A Avaliação como um instrumento Diagnóstico da Construção do Conhecimento nas Séries Iniciais do Ensino Fundamental. Revista Eletrônica de Educação, ano I, n. 1 ago./dez. 2007.

VASCONCELLOS, C. dos S. Avaliação da aprendizagem: práticas de mudança – por uma práxis transformadora. São Paulo: Libertad, 1998.

Downloads

Publicado

11-03-2021

Como Citar

LIMA, S. C. G.; FRANÇA, R. de F. C. Novas concepções pedagógicas de avaliação escolar no ensino médio em tempo integral em Porto Velho-RO. Roteiro, [S. l.], v. 46, p. e27015, 2021. DOI: 10.18593/r.v46i.27015. Disponível em: https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/roteiro/article/view/27015. Acesso em: 19 abr. 2021.

Edição

Seção

Seção temática: Educação Integral