“IMIGRANTES” VERSUS “NATIVOS” DIGITAIS: O DISCURSO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS EM POLÍTICAS CURRICULARES

  • Carla Cristiane Loureiro Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Santa Catarina
  • Viviane Grimm Instituto Federal de Santa Catarina - IFSC
  • Geovana Mendonça Lunardi Mendes Universidade do Estado de Santa Catarina

Resumo

Resumo: Os discursos de “nativo digital” e “imigrante digital” em políticas curriculares são objeto central de análise neste artigo. Buscou-se refletir sobre as relações entre docência, criança, infância, tecnologia e currículo, utilizando-se como material empírico alguns documentos curriculares elaborados pelo Governo Federal brasileiro a partir dos anos 2000. A partir da pesquisa, observou-se que o lugar social da criança na relação com as tecnologias digitais é marcado pela existência de uma “expertise” garantida por uma “experiência geracional inata” (criança-nativos) em contraposição às demais gerações (docentes-imigrantes), apontando uma visão naturalizada e determinista sobre a tecnologia em detrimento a usos mais significativos e possibilidades de empoderamento de professores e crianças.

Palavras-chave: Crianças. Professores. Tecnologias digitais. Currículo.

 DIGITAL "IMMIGRANTS" VERSUS "NATIVE": DISCOURSE OF DIGITAL TECHNOLOGIES IN CURRICULUM POLICIES

Abstract: The discourses of "digital native" and "digital immigrant" in curriculum policies are the central object in analysis of this article. Its aim was to reflect on the relations between teaching, child, childhood, technology and curriculum, using as empirical material some curriculum documents written by the Brazilian Federal Government from the year 2000. It is considered that the child's social place in relation with digital technologies is marked by the existence of an "expertise" guaranteed by an "innate generational experience" (child-natives) in contrast to the other generations (teachers-immigrants), indicating a naturalized and deterministic view of the technology to the detriment of more significant uses and empowerment possibilities of teachers and children.

Keywords: Children. Teachers. Digital technologies. Curriculum.

 "INMIGRANTES" VERSUS "NATIVOS" DIGITALES: EL DISCURSO DE TECNOLOGÍAS DIGITALES EN POLÍTICAS CURRICULARES 

Resumen: Los discursos de "nativo digital" e "inmigrante digital" en las políticas curriculares son objeto central de análisis de este artículo. Su objetivo es reflexionar sobre la relación entre docencia, niño, infancia, tecnología y plan de estudios, utilizando como material empírico algunos documentos curriculares elaborados por el gobierno federal de Brasil desde los años 2000. Se considera que el lugar social del niño en relación con las tecnologías digitales es marcado por la existencia de una "expertise" garantizada por una "experiencia generacional innata" (niño-nativos) en contraste con las otras generaciones (maestros-inmigrantes), indicando un punto de vista naturalizado y determinista de la tecnología en detrimento de usos más significativos y posibilidades de empoderamiento para los maestros y los niños.

Palabras clave: Niños. Maestros. Tecnologías digitales. Currículo.

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Biografia do Autor

Carla Cristiane Loureiro, Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Santa Catarina
Mestre em Educação pela UFSC, Doutoranda em Educação pela UDESC e Professora efetiva do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Santa Catarina
Viviane Grimm, Instituto Federal de Santa Catarina - IFSC
Mestre em Educação pela FURB, Doutoranda em Educação pela UDESC e Professora efetiva no IFSC - Campus Jaraguá do Sul
Geovana Mendonça Lunardi Mendes, Universidade do Estado de Santa Catarina
Doutora em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Líder do Grupo de Pesquisa Observatório de Práticas Escolares (OPE)
Publicado
04-10-2016
Como Citar
LOUREIRO, C. C.; GRIMM, V.; LUNARDI MENDES, G. M. “IMIGRANTES” VERSUS “NATIVOS” DIGITAIS: O DISCURSO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS EM POLÍTICAS CURRICULARES. Roteiro, v. 41, n. 3, p. 725-742, 4 out. 2016.