Publicação definitiva do v. 44, n. 2 da Roteiro

2019-08-07

A Roteiro acaba de publicar definitivamente o fascículo n. 2 do v. 44, de 2019, que inclui a seção temática Educação e Diferença com a presença da curadora Nilma Lino Gomes.

EDUCAÇÃO E DIFERENÇA

Nilma Lino Gomes   (Professora Titular da FAE/UFMG)

 Educação e diferença é muito mais do que um tema. São processos, questões sociais, culturais e políticas constituintes de toda e qualquer sociedade. Elas existem tanto nas formas cotidianas da vida quanto institucionais e sempre nos desafiando ao diálogo, a discussão e a busca de caminhos que nos ajudem a compreendê-las na sua dinâmica e inter-relação. E, ainda, a implementá-las enquanto ações, políticas e práticas democráticas.

O campo educacional avança quando conseguimos compreender que educação e diferença permeiam os seus mais diferentes espaços e temas, bem como de todas as áreas das humanidades e ciências sociais. É essa compreensão que compõe a proposta do presente dossiê e, por isso, nele podem ser encontradas discussões nacionais e internacionais sobre coletivos sociais que conquistaram o direito à educação, pois ao longo do processo histórico de construção da sociedade e da democracia, vários deles não eram pensados como sujeitos e produtores de conhecimento. Se hoje vemos as especificidades dos processos educativos por eles vivenciados nos seus grupos culturais, sociais na Educação Básica e Superior é porque esses coletivos lutaram e conquistaram o direito de estar nesses espaços. E é a sua presença forte, impactante e persistente que tem provocado a produção científica a considerar as suas histórias, vivências, memórias, processos de aprendizagem, culturas como conhecimentos válidos e campos férteis para a realização de estudos, pesquisas e novas práticas. Sendo assim, as questões da EJA, da educação dos negros, da educação indígena, quilombola, de gênero, orientação sexual, entre outras que compõem o presente dossiê são urgentes e necessárias. Ainda sabemos pouco sobre elas, sobretudo, abordando-as de uma perspectiva emancipatória que articule educação e diferença. Muitas incursões sobre o tema já foram tentadas e realizadas, porém, nem sempre são emancipatórias e trazem consigo a presença desses sujeitos como autores da produção escrita e como protagonistas de histórias e vivências que, ao serem consideradas numa relação de horizontalidade epistemológica e política ajudam a descolonizar o conhecimento e a universidade.

 

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Disponível em <https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/roteiro/issue/view/352>.

 

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