ADOÇÃO DE RECURSOS TECNOLÓGICOS INOVATIVOS NA EDUCAÇÃO: UM ESTUDO SOB A ÓTICA DA TEORIA INSTITUCIONAL / Adoption of Innovative Technological Resources in Education: a study from the perspective of institutional theory

  • Carmem Kistemacher Barche Universidade Federal do Paraná
  • Cristiane de Almeida Universidade Federal do Paraná

Resumo

A Teoria Institucional centra seus objetivos na tentativa de elucidar como as organizações se tornam tão homogêneas e como ocorre seu processo de legitimação na sociedade. No âmbito de mudanças organizacionais, procura entender o processo de desinstitucionalização de determinadas práticas para institucionalização de novas. Dessa maneira, o objetivo deste trabalho foi analisar as inovações tecnológicas (adoção de tecnologia) empregadas no ensino de graduação em Administração sob a ótica da Teoria Institucional. Para tanto, foi realizada uma pesquisa qualitativa, por meio do método de estudo de caso, sendo realizadas quatorze entrevistas em profundidade, mediante um roteiro semiestruturado. Alguns resultados puderam ser observados, como: resistência à desinstitucionalização de práticas e pressões por parte dos participantes do processo. A utilização de tecnologias para melhora da eficiência das organizações parece ser legitimada pela sociedade; para tanto, a mudança na estrutura da organização confirma as práticas referenciadas na Teoria Institucional.

Palavras-chave: Ensino e aprendizagem. Adoção de tecnologia. Teoria institucional.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Carmem Kistemacher Barche, Universidade Federal do Paraná

Mestranda em Administração, linha de pesquisa em Inovação e Tecnologia, pela Universidade Federal do Paraná

Cristiane de Almeida, Universidade Federal do Paraná

Mestranda em Administração, linha de pesquisa em Inovação e Tecnologia, pela Universidade Federal do Paraná

Referências

ARMÊNIO NETO, J.; MACHADO-DA-SILVA, C. L. Institucionalização e desinstitucionalização de práticas sociais: o caso das tecnologias Voip e Circuit Switched. Revista Eletrônica de Sistemas de Informação, v. 8, n. 2, artigo 5, 2009.

BERGER, P. L.; LUCKMANN, T. A construção social da realidade: Tratado de Sociologia do Conhecimento. 23. ed. Petrópolis: Vozes, 2003.

BRASIL. Portaria n. 4.059, de 10 de dezembro de 2004. 2004. Recuperado em 08 julho, 2013, de http://meclegis.mec.gov.br/documento/view/id/89.

CHRISTENSEN, C. M.; HORN, M. B.; JOHNSON, C. W. Inovação na sala de aula: como a inovação disruptiva muda a forma de aprender. Porto Alegre: Bookman, 2012.

CRESWELL, J. W. Projeto de pesquisa: métodos qualitativo, quantitativo e misto. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2010.

DOSI, G. The nature of the innovative process. In: DOSI, G. et al. Technological change and economic theory. Londres: Pinter, 1988.

FACHIN, O. Fundamentos de Metodologia. São Paulo: Saraiva, 2001.

FERREIRA, J. M. et. al. A institucionalização do uso de recursos audiovisuais em sala de aula. Revista de Contabilidade e Controladoria, v. 2, n.3, Curitiba, 81-94, 2010.

HAMDANI, D. Serviços, Criação de Conhecimento e Inovação. In: BERNARDES, R; ANDREASSI, T. (Orgs.). Inovação em Serviços Intensivos em Conhecimento. São Paulo: Saraiva, 2007.

KENSKI, V. M. Educação e Tecnologias: o novo ritmo da informação. São Paulo: Papirus, 2007.

_______. Educação e ensino presencial e a distância. 7. ed. São Paulo: Papirus, 2009.

LITTO, F. M. Aprendizagem a toda hora e em todo lugar. In: SIQUEIRA, E. (Org.). Tecnologias que mudam nossa vida. São Paulo: Saraiva, 2007.

MACHADO-DA-SILVA, C. L. et al. Estrutura, Agência e Interpretação: elementos para uma abordagem recursiva do processo de institucionalização. Revista de Administração Contemporânea. 1ª ed. Especial, 9-39, 2005.

NONAKA, I; TAKEUCHI, H. Criação do conhecimento na empresa: como as empresas japonesas geram a dinâmica da inovação. Rio de Janeiro: Campus, 1997.

OCDE. Oslo Manual. Paris: Eurostat, 1997.

OLIVER, C. The antecedents of deinstitutionalization. Organizations Studies, v.13, n. 4, 563-588, 1992.

PINTO, A. L. A institucionalização organizacional como estratégia de desenvolvimento. Revista de Administração Pública. Rio de Janeiro, 3, 7-25, 1969.

SANCHO, J. M. De tecnologias da Informação e Comunicação a Recursos Educativos. In: SANCHO, J. M. et al. (Orgs.). Tecnologias para transformar a Educação. Porto Alegre: Artmed, 2006.

SANDHOLTZ, J. H.; RINGSTAFF, C.; DWYER, D. C. Ensinando com Tecnologia: Criando Salas de Aula centradas nos Alunos. Porto Alegre: Artmed, 1997.

SCOTT, R. W.; MEYER, J. W. Institutional environments and organizations. Thousand Oaks: Sage, 1-54, 1994.

TAKAHASHI, Adriana R. W. Descortinando os processos da aprendizagem organizacional no desenvolvimento de competências em instituições de ensino. Tese (Doutorado em Administração), Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP, Brasil, 2007.

TOLBERT, P. S.; ZUCKER, L. G. A institucionalização da teoria institucional. In: CLEGG, S. R.; HARDY, C.; NORD, W. R. (Orgs.). Handbook de estudos organizacionais. v. 1. São Paulo: Atlas, 196-219, 1998.

TONDELLI, M de F. et al. Inovação Tecnológica e sua Influência na Metodologia de Ensino da Língua Inglesa. In: Global Congress on Engineering and Technology Education. São Paulo: Gcete, 1013 – 1017, 2005.

VIEIRA, M. M. F. Por uma boa pesquisa (qualitativa) em Administração. In: VIEIRA, M.M.F.; ZOUAIN, D. M. (Org.). Pesquisa Qualitativa em Administração. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2004.

YIN, R. K. Estudo de caso: Planejamento e Métodos. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2001.

Publicado
04-02-2015
Como Citar
Barche, C. K., & de Almeida, C. (2015). ADOÇÃO DE RECURSOS TECNOLÓGICOS INOVATIVOS NA EDUCAÇÃO: UM ESTUDO SOB A ÓTICA DA TEORIA INSTITUCIONAL / Adoption of Innovative Technological Resources in Education: a study from the perspective of institutional theory. RACE - Revista De Administração, Contabilidade E Economia, 14(1), 103-120. https://doi.org/10.18593/race.v14i1.5285