Influência da governança corporativa e da auditoria no desempenho de companhias abertas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18593/race.23880

Palavras-chave:

Governança Corporativa, Comitê de Auditoria., Desempenho

Resumo

A adoção de boas práticas de governança auxilia na assimetria informacional, enaltece a imagem da empresa no mercado, bem como a competitividade, auxiliando no crescimento e evolução do desempenho. Diante disso esse estudo objetiva analisar a influência das práticas de governança corporativa e da auditoria no desempenho das companhias abertas listadas na B3. Trata-se de pesquisa descritiva, com análise documental e abordagem quantitativa. A amostra da pesquisa compreendeu as companhias abertas listadas na B3, no período de 2011 a 2017. Para o tratamento dos dados utilizou-se de regressão linear. Constatou-se que o “Percentual de membros independentes no Conselho de Administração” influência de forma inversa no indicador ROA, ou seja, quanto maior o percentual, menor o ROA. O mesmo resultado também se repetiu com o indicador ROE. Quanto ao MTB e Q de Tobin, o nível diferenciado de governança e maiores percentuais de membros independentes influenciam os indicadores, ou seja, quanto mais práticas de governança implementadas nas organizações, melhor a percepção dos indicadores MTB e Q de Tobin. Os resultados confirmam que as boas práticas de Governança, incluindo a constituição de comitês de auditoria externa influenciam no desempenho das firmas. Dessa forma, o estudo se justifica, pois, além de oferecer informações relevantes aos gestores, reguladores, analistas e stakeholders permite o olhar sob a luz da Teoria da Agência, a qual sugere que diretores independentes no Conselho de Administração e nos Comitês de Auditoria fornecem monitoramento efetivo da administração, e que a governança corporativa é capaz de melhorar o desempenho das organizações.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Silvana Dalmutt Kruger, UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA DA REGIÃO DE CHAPECÓ - UNOCHAPECO

Doutora em Contabilidade pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC, 2017), Mestra em Contabilidade pela UFSC (2012), Especialista em Contabilidade Gerencial Estratégica (2010) e em Gerência da Qualidade dos Serviços Contábeis (2002), Graduada em Ciências Contábeis pela Fundeste (2000). Professora do Programa de Mestrado em Ciências Contábeis e Administração da Unochapecó. Com experiência profissional nas áreas Administrativa, Gerencial e Gestão acadêmica. Atuante na graduação de Ciências Contábeis, e em cursos de pós-graduação lato sensu em disciplinas de Contabilidade Gerencial, Controladoria, Responsabilidade Social Corporativa, Sustentabilidade, Contabilidade Societária com ênfase em Ativos Biológicos, Contabilidade de Negócios Agroindustriais e Projeto de Pesquisa. Avaliadora de artigos científicos. Participante dos Grupos de Pesquisa Controle de Gestão e Desenvolvimento e do Grupo Contabilidade, Organizações e Sociedade (Unochapecó).

Geovanne Dias de Moura, UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA DA REGIÃO DE CHAPECÓ - UNOCHAPECO

Possui DOUTORADO em Ciências Contábeis e Administração pela Universidade Regional de Blumenau - FURB (2014). MESTRADO em Ciências Contábeis pela FURB (2011). ESPECIALIZAÇÃO em Contabilidade Gerencial e Tributária pelo Instituto de Educação Superior Avantis (2008). GRADUAÇÃO em Ciências Contábeis pela Universidade para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí - Unidavi (2006). Atualmente é professor do Mestrado Acadêmico em Ciências Contábeis e Administração da Universidade Comunitária da Região de Chapecó - Unochapecó. Tem experiência na área de Administração, com ênfase em Ciências Contábeis, atuando principalmente nas seguintes linhas de pesquisa: Teoria da Contabilidade, Contabilidade Societária, Contabilidade para usuários externos.

Referências

Almeida, F. T., Parente, P. H. N., De Luca, M. M. M., & de Vasconcelos, A. C. (2018). Governança Corporativa e Desempenho Empresarial: Uma Análise nas Empresas Brasileiras de Construção e Engenharia. Gestão & Regionalidade, 34(100). DOI: https://doi.org/10.13037/gr.vol34n100.3594

Álvares, E., Giacometti, C., & Gusso, E. (2008). Governança corporativa: Um modelo brasileiro. Rio de Janeiro, RJ: Ed. Elsevier. DOI: https://doi.org/10.1016/B978-85-352-3092-5.50009-6

Alves, S. (2014). The effect of board independence on the earnings quality: evidence from portuguese listed companies. Australasian Accounting, Business and Finance Journal, 8(3), 23-44. DOI: https://doi.org/10.14453/aabfj.v8i3.3

Antunes, M. T. P., Grecco, M. C. P., Formigoni, H., & Neto, O. D. M. (2012). A adoção no Brasil das normas internacionais de contabilidade IFRS: o processo e seus impactos na qualidade da informação contábil. Revista de Economia e Relações Internacionais, 10(20), 5-19.

Assaf Neto, A. A. (2014). Finanças corporativas e valor. (7ª ed.). São Paulo: Atlas.

Barbosa, G. D. C., & Silva, C. A. T. (2014). Utilização dos indicadores contábeis no processo de avaliação de empresas: A percepção de professores de contabilidade e de analistas de investimento. Revista Ambiente Contábil-Universidade Federal do Rio Grande do Norte-ISSN 2176-9036, 6(2), 170-188.

Belli, M. M., Marciano, L. M. S., Milani Filho, M. A. F., & Poker Junior, J. H. (2017). Análise da Percepção dos Efeitos da Lei Sarbarnes–Oxley nas Empresas Brasileiras que possuem ADRs. Revista de Contabilidade do Mestrado em Ciências Contábeis da UERJ, 21(3), 40-55.

Bianchi, M., Wachholz, C., & Moreira, L. (2007). O impacto da prática da governança corporativa na eficácia organizacional: o caso do Banco Bradesco S/A. Encontro da ANPAD, XXXII, Rio de Janeiro. Anais. ANPAD.

Black, B. S., De Carvalho, A. G., & Sampaio, J. O. (2014). The evolution of corporate governance in Brazil. Emerging Markets Review, 20, 176-195. DOI: https://doi.org/10.1016/j.ememar.2014.04.004

Brainard, W. C., & Tobin, J. (1968). Pitfalls in financial model building. The American Economic Review, 58(2), 99-122.

Campos, T. L. C. (2006). Estrutura da propriedade e desempenho econômico: uma avaliação empírica para as empresas de capital aberto no Brasil. Rausp Management Journal, 41(4), 369-380.

Carlsson, R. H. (2001). Ownership and value creation: strategic corporate governance in the new economy. John Wiley & Sons.

Carpes Dani, A., Pamplona, E., & Roberto da Cunha, P. (2019). Influência da Estrutura de Auditoria, Conselho de Administração e Qualidade da Informação Contábil no Índice Market to Book Value de Empresas Brasileiras Listadas na B3. Revista Evidenciação Contábil & Finanças, 7(2). DOI: https://doi.org/10.22478/ufpb.2318-1001.2019v7n2.41757

Castro, H. U. (2018). Como surgiu a Governança Corporativa? Uma breve discussão contextual. http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/como-surgiu-a-governanca-corporativa-uma-breve-discussao-contextual/79785

Chen, X., Cheng, Q., & Wang, X. (2015). Does increased board independence reduce earnings management? Evidence from recent regulatory reforms. Review of Accounting Studies, 20(2), 899-933. DOI: https://doi.org/10.1007/s11142-015-9316-0

Chi, L. C. (2009). Do transparency and disclosure predict firm performance? Evidence from the Taiwan market. Expert Systems with Applications, 36(8), 11198-11203. DOI: https://doi.org/10.1016/j.eswa.2009.02.099

Da Silva Santos, L. M., da Costa Santos, M. I., & Leite Filho, P. A. M. (2022). A Influência da diversidade de gênero, no comitê de auditoria, na evidenciação de informações ambientais das empresas listadas na B3. Enfoque: Reflexão Contábil, 41(1), 77-93. DOI: https://doi.org/10.4025/enfoque.v41i1.52798

De Andrade, G. A. R. (2008). Estudo econométrico dos efeitos da migração para OIGC: índice de ações com governança corporativa diferenciada da Bovespa. Internext, 3(1), 39-53.

De Freitas, G. A., Silva, E. M., Oliveira, M. C., de Aquino Cabral, A. C., & dos Santos, S. M. (2018). Governança Corporativa e Desempenho dos Bancos Listados na B3 em Ambiente de Crise Econômica. Revista Contabilidade, Gestão e Governança, 21(1), 100-119. DOI: https://doi.org/10.21714/1984-3925_2018v21n1a6

De Luca, M. M. M., Viana, A. O. B., de Sousa, K. D. F., Cavalcante, D. S., & da Costa Cardoso, V. I. (2020). Gerenciamento de resultados e republicação de demonstrações contábeis em empresas listadas na B3. RACE-Revista de Administração, Contabilidade e Economia, 19(2), 249-272. DOI: https://doi.org/10.18593/race.23711

De Souza, F. C., Murcia, F. D. R., & Marcon, R. (2011). Bonding hypothesis: análise da relação entre disclosure, governança corporativa e internacionalização de companhias abertas no Brasil. Revista Contabilidade, Gestão e Governança, 14(2).

Du, X., Jian, W., & Lai, S. (2017). Do foreign directors mitigate earnings management? Evidence from China. The International Journal of Accounting, 52(2), 142-177. DOI: https://doi.org/10.1016/j.intacc.2017.04.002

Gasparetto, V. (2004). O papel da contabilidade no provimento de informações para a avaliação do desempenho empresarial. Revista Contemporânea de Contabilidade, 1(2), 109-122.

Gil, A. C. Pós-Graduação-Metodologia-Como Elaborar Projetos de Pesquisa-Cap 2. 2017.

Gonçalves, L. S., Cunha, V. B. D., & Neves Júnior, I. J. D. (2011). Análise de Resultados: um Estudo Exploratório sobre a Correlação entre o Índice Market-to-book, os Índices Tradicionais de Rentabilidade e o EVA®. Pensar Contábil, 13(51).

Habbash, M., Xiao, L., Salama, A., & Dixon, R. (2014). Are independent directors and supervisory directors effective in constraining earnings management? Journal of Finance, Accounting & Management, 5(1).

Herrera, T. J. F., Gómez, J. M., & de la Hoz Granadillo, E. (2012). Análisis de los indicadores financieros en las sociedades portuarias de Colombia. Entramado, 8(1), 14-26.

Instituto Brasileiro De Governança Corporativa [IBGC]. (2015) Código das melhores práticas de governança corporativa. (5ª ed.). Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, São Paulo, SP. http://www.ibgc.org.br/userfiles/files/Publicacoes/Publicacao-IBGCCodigo-CodigodasMelhoresPraticasdeGC-5aEdicao.pdf

Instituto Brasileiro De Governança Corporativa [IBGC]. (2019). Origens da Governança. https://www.ibgc.org.br/governanca/origens-da-governanca

Iudícibus, S. (2007) Análise de balanços. (8ª ed.). São Paulo: Atlas.

Jensen, M. C., & Meckling, W. H. (1976). Theory of the firm: Managerial behavior, agency costs and ownership structure. Journal of financial economics, 3(4), 305-360. DOI: https://doi.org/10.1016/0304-405X(76)90026-X

Kallamu, B. S., & Saat, N. A. M. (2015). Audit committee attributes and firm performance: evidence from Malaysian finance companies. Asian Review of Accounting, 23(3), 206-231. DOI: https://doi.org/10.1108/ARA-11-2013-0076

Karpoff, J. M., Malatesta, P. H., & Walkling, R. A. (1996). Corporate governance and shareholder initiatives: Empirical evidence. Journal of financial economics, 42(3), 365-395. DOI: https://doi.org/10.1016/0304-405X(96)00883-5

Lameira, V. J., Ness Jr., W. L., Macedo-Soares, T. D. A. (2007). Governança corporativa: impactos no valor das companhias abertas brasileiras. Revista de Administração da USP, 42(1), 64-73.

Lee, Y. C. (2013). Can independent directors improve the quality of earnings? Evidence from Taiwan. Advances in Management and Applied Economics, 3(3), 45. DOI: https://doi.org/10.1080/00036846.2011.617696

Martins, O. S., & Ventura Júnior, R. (2020). Influência da governança corporativa na mitigação de relatórios financeiros fraudulentos. Revista Brasileira de Gestão de Negócios, 22, 65-84.

Matarazzo, D. C. (2003) Análise financeira de balanços. (6ª ed.). São Paulo: Atlas.

Mohammadi, T., Sefidgar, M., & Maleki, S. (2014). The study of effect of corporate governance on performance of the enterprises listed in Tehran Stock and Exchange Organization (TSEO) (case study). Advances in Environmental Biology, 251-260.

Omaki, E. T. (2005). Recursos Intangíveis e Desempenho em Grandes Empresas Brasileiras: avaliações dos recursos intangíveis como estimadores de medidas de desempenho financeiras. Encontro da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração, 29.

Rajpal, H. (2012) Independent directors and earnings management: Evidence from India. International Journal of Accounting and Financial Management Research, 2(4), 2249-6882.

Ribeiro, H. M., & Costa, B. K. (2018). Aplicação, envolvimento e relevância dos princípios de boas práticas de governança corporativa nas entidades esportivas. Revista de Administração da Universidade Federal de Santa Maria, 11(2), 308-326. DOI: https://doi.org/10.5902/1983465912940

Roychowdhury, S., & Watts, R. L. (2007) Timeliness assimétrica de ganhos, mercado para livro e conservadorismo em relatórios financeiros. Jornal de Contabilidade e Economia, 44(1-2), 2-31.

Sampaio, J., Gallucci, H., Silva, V. A. B., & Schiozer, R. F. (2020). Adoção obrigatória de IFRS, governança corporativa e valor da firma. Revista de Administração de Empresas, 60, 284-298. DOI: https://doi.org/10.1590/s0034-759020200405

Tavares, V. B., & Penedo, A. S. T. (2018). Níveis de governança corporativa da B3: interesse e desempenho das empresas− uma análise por meio de redes neurais artificiais. Revista Contabilidade, Gestão e Governança, 21(1), 40-62. DOI: https://doi.org/10.21714/1984-3925_2018v21n1a3

Tobin, J. (1969). A general equilibrium approach to monetary theory. Journal of money, credit and banking, 1(1), 15-29. DOI: https://doi.org/10.2307/1991374

Uribe-Bohorquez, M. V., Martínez-Ferrero, J., & García-Sánchez, I. M. (2018). Board independence and firm performance: The moderating effect of institutional context. Journal of Business Research, 88, 28-43. DOI: https://doi.org/10.1016/j.jbusres.2018.03.005

Downloads

Publicado

04/29/2022

Como Citar

Batistella, A. J., Kruger, S. D., & Moura, G. D. de. (2022). Influência da governança corporativa e da auditoria no desempenho de companhias abertas. RACE - Revista De Administração, Contabilidade E Economia, 21(1), 77–100. https://doi.org/10.18593/race.23880

Edição

Seção

Administração