Desempenho econômico das empresas familiares e não familiares na crise de 2012

  • Micheli Aparecida Lunardi Universidade Regional de Blumenau
  • Nelson Hein Universidade Regional de Blumenau
  • Adriana Kroenke Universidade Regional de Blumenau
Palavras-chave: Desempenho econômico, Empresas familiares, Empresas não familiares, Crise 2012

Resumo

Esta pesquisa consistiu em analisar o comportamento do desempenho econômico das empresas familiares e não familiares na Crise de 2012. Para tanto, analisaram-se as empresas brasileiras listadas na B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) e desenvolveu-se um estudo descritivo, documental e quantitativo, com a utilização de ranking, distância DP2. O período de análise compreendeu os anos de 2008 a 2016. Os resultados revelaram que nos anos de 2011, 2012 e 2013 as empresas familiares apresentaram melhor colocação no ranking de desempenho econômico das empresas analisadas. Conclui-se que houve uma mudança no comportamento econômico das empresas familiares e não familiares principalmente nos anos próximos à Crise de 2012, sendo que as empresas familiares passaram a ocupar o primeiro lugar no ranking de desempenho econômico, quando anteriormente era mantido pelas empresas não familiares. Assim, em um cenário de crise o desempenho econômico das empresas familiares é superior ao das empresas não familiares. Como contribuição, o estudo apresenta o comportamento econômico das empresas familiares e não familiares, indicando como o desempenho econômico das empresas familiares e não familiares se comporta em um cenário de crise, demonstrando que as empresas familiares tendem a manter o desempenho econômico maior.

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Biografia do Autor

Micheli Aparecida Lunardi, Universidade Regional de Blumenau

Doutoranda em Ciências Contábeis 

Departamento em Ciências Contábeis na FURB - PPGCC

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Publicado
27-04-2020
Como Citar
Lunardi, M. A., Hein, N., & Kroenke, A. (2020). Desempenho econômico das empresas familiares e não familiares na crise de 2012. RACE - Revista De Administração, Contabilidade E Economia, 19(1), 153-172. https://doi.org/10.18593/race.20106

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