Transações entre os agentes: cooperativas, Agroindústria Aurolat e distribuidores

  • Loraine Gomes Rodrigues UNOESC
  • Caroline Ferrari de Carvalho Agricultura Familiar.
  • Fernanda Pancotte Responsável pela Atividade Leiteira na Agricultura Familiar.
  • Juliana Delevatti Seger Coordenadora Administrativa e Financeira – Sicredi Fronteira.

Resumo

A pesquisa foi realizada na Agroindústria Aurolat – Unidade Industrial de Lácteos – Cooperativa Central Oeste Catarinense, por meio de entrevista direta junto ao gerente geral da unidade; objetivou conhecer as transações existentes entre os agentes, cooperativas, Agroindústria Aurolat e distribuidores. O design da pesquisa compreende uma pesquisa exploratória por meio de estudo de caso, com abordagem qualitativa. Evidências do estudo: Nas transações existentes entre cooperativas, Agroindústria Aurolat e distribuidores, destaca-se a característica da “incerteza”. No caso das transações com as cooperativas singulares, pela fragilidade da variável matéria-prima (suprimento, concorrência e pericibilidade), e no caso dos distribuidores, pela questão da continuidade dos contratos para ambas as partes, em que os interesses devem convergir motivados pela rentabilidade, devendo gerar bons resultados econômicos para as duas partes. Em ambas as transações, os riscos são minimizados pela existência e execução de contratos. Despertam atenção as transações entre a Aurolat e seus distribuidores em termos de comportamento oportunístico, motivado por relações comerciais (menor custo, maior benefício) que deveriam se harmonizar com os princípios cooperativistas, bem como em termos de especificidade “capital humano”, em que os distribuidores são especialistas no negócio, conhecem todo o mercado consumidor, com forte tendência a, se houver ruptura de contrato, o cliente se manter mais fiel ao distribuidor que à indústria. As transações estudadas parecem possuir como grande desafio a busca de harmonia entre diferentes interesses, ou seja, transações baseadas em princípios doutrinários cooperativistas (sociedade de pessoas) e transações baseadas em princípios comerciais (sociedade de capital). Entende-se como importante uma sequência ao estudo, investigando estratégias organizacionais que conciliem a “convivência” das transações entre organizações cooperativas e não cooperativas, buscando um relacionamento baseado na visão sistêmica necessária ao sistema agroindustrial do leite.

Palavras-chave: Sistema agroindustrial. Agribusiness cooperativo. Setor lácteo.

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Biografia do Autor

Loraine Gomes Rodrigues, UNOESC
Doutora em Administração pela Universidad Nacional de Misiones UNAM/Argentina; Mestre em Administração pela Universidade Federal de Santa Catarina- UFSC; Especialista em Administração de Empresas pela Universidade do Estado de Santa Catarina ESAG/ UDESC; Graduada em Pedagogia - Habilitação em Administração Escolar pela Universidade do Oeste de Santa Catarina. Professora Titular da Universidade do Oeste de Santa Catarina - Unoesc. Atuação no Ensino, na Pesquisa e na Extensão, com ênfase na área das Ciências Sociais Aplicadas, nas sub-áreas de Agronegócio e Administração. Atuação na Pós-Graduação como docente; na elaboração de projetos de criação de Cursos; coordenação de curso. Professora Tutora, capacitada em EAD. Membro do Comitê Institucional PIBIC/CNPQ, pertencente a área das Ciências Humanas e Sociais. Avaliadora capacitada pelo Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior BASis. Coordenadora dos Cursos de Bacharelado em Agronegócios, da Unoesc, em São Miguel do Oeste/SC de 2001 a 2010 e em Cunha Porã/SC de 2007 a 2010, tendo sido responsável pela elaboração do Projeto de Criação do referido Curso, bem como pela sua implantação e reestruturação. Experiência como Diretora de Ensino e Diretora Geral, de Escola Profissionalizante Cooperativada (Escola Agrícola Getúlio Vargas). Atuação como Administradora Escolar na rede pública estadual de Santa Catarina até 2007. Atualmente atuando nos cursos de Agronegócios, Administração e Sistemas de Informação.
Caroline Ferrari de Carvalho, Agricultura Familiar.
Bacharel em Agronegócios pela Unoesc. Agricultura Familiar. Linha Guataparema, Interior, 89.920-000, Guaraciaba/SC
Fernanda Pancotte, Responsável pela Atividade Leiteira na Agricultura Familiar.
Bacharel em Agronegócios pela Unoesc.Responsável pela Atividade Leiteira na Agricultura Familiar. Linha Quadro Santo Antônio, 89.915-000. Santa Helena/SC
Juliana Delevatti Seger, Coordenadora Administrativa e Financeira – Sicredi Fronteira.
Bacharel em Agronegócios pela Unoesc. Coordenadora Administrativa e Financeira – Sicredi Fronteira. Av. José Folador, 937, 89.985-000. Centro, Palma Sola/SC.
Publicado
03-08-2012
Como Citar
Rodrigues, L. G., Carvalho, C. F. de, Pancotte, F., & Seger, J. D. (2012). Transações entre os agentes: cooperativas, Agroindústria Aurolat e distribuidores. RACE - Revista De Administração, Contabilidade E Economia, 11(1), 151-177. Recuperado de https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/race/article/view/1857