A inovação organizacional como vantagem competitiva: um estudo sobre a agroindústria orgânica brasileira

  • Paolo Edoardo Coti-Zelati Faculdades de Campinas (FACAMP) http://orcid.org/0000-0002-4572-8308
  • Adriana Miniussi Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS)
  • Davi Lucas Arruda de Araújo Universidade Presbiteriana Mackenzie
  • Mauricio Jucá de Queiroz Faculdades de Campinas (FACAMP)

Resumo

Resumo: Nesta pesquisa teve-se como objetivo identificar a influência da inovação sobre a vantagem competitiva da indústria agroalimentar orgânica brasileira. Buscou-se criar aderência entre a revisão bibliográfica levantada e a pesquisa empírica nas estratégias de inovação e vantagem competitiva no setor. A tendência do mercado globalizado aponta perspectivas favoráveis para as indústrias de alimentação orgânica, por essa razão, as indústrias perceberam a necessidade de reestruturar-se para atender à demanda, enquanto o mercado agroalimentar vem buscando formas de agregar valor ao seu produto e obter lucros. Quanto à metodologia, foi realizada uma pesquisa de natureza exploratória com 83 gestores de empresas do setor agroalimentar orgânico. Obteve-se como resultado que a inovação exerceu influência positiva sobre a vantagem competitiva dos produtos orgânicos e que as empresas devem focar em inovações para gerar vantagem competitiva.

Palavras-chave: Inovação. Competitividade. Agronegócios. Produtos orgânicos.

 

Organizational innovation how competitive advantage: a study on brazilian organic agroindustry

 

Abstract: This research aimed to identify the influence of the innovation process in the competitiveness of brazilian organic agrifood industry, we sought to create adhesion between the literature review and empirical research raised the strategies of innovation and competitiveness in the sector. The trend of the globalized market indicates favorable prospects for industries Organic food, for this reason the industries have realized the need to restructure to meet the demand, the food industry has been searching for market differentiation looking to add value to your product and make a profit. As for methodology, exploratory research with 83 managers of companies in the organic agrifood sector, the result was that innovation had a positive influence on the competitiveness of organic products and the theoretical foundation joined the conducted research was conducted showing that companies should focus on innovations to generate competitive advantage.

Keywords: Innovation. Competitive. Agribusiness. Organic products.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Paolo Edoardo Coti-Zelati, Faculdades de Campinas (FACAMP)
Mestrado e Doutorado (em andamento) em Administração de Empresas (Mackenzie)
Adriana Miniussi, Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS)
Especialização em Gestão Empresarial (USCS)
Davi Lucas Arruda de Araújo, Universidade Presbiteriana Mackenzie
Mestrado e Doutorado em Administração de Empresas (Mackenzie)
Mauricio Jucá de Queiroz, Faculdades de Campinas (FACAMP)
Mestrado e Doutorado em Administração (USP)

Referências

AAKER, D. A. Marca: brand equity – gerenciando o valor da marca. São Paulo: Negócio, 1998.

AFUAH, A. Innovation management: strategies, implementations and profits. New York: Oxford University Press, 1998.

BARCELLOS, M. D. et al. Consumo de alimentos eco-inovadores: como valores e atitudes direcionam a compra dos consumidores de orgânicos? Revista Brasileira de Marketing, v. 14, n. 1, p. 110-121, 2015.

BARNEY, J. B.; HESTERLY, W. S. Strategic management and competitive advantage. New York: Pearson, 2012.

BIGNETTI, L. P. O processo de Inovação em Empresas Intensivas em Conhecimento. Revista de Administração Contemporânea, Rio de Janeiro, v. 6, n. 3, 2002.

BUAINAIN, A. M.; BATALHA, M. O. Cadeia produtiva de produtos Orgânicos. Série Agronegócios – MAPA, Brasília, DF, v. 5, 2007.

CASSIOLATO, J. E. Interação, aprendizado e cooperação tecnológica. RedIberoamericana de Indicadores de Ciência y Tecnologia, Rio de Janeiro, p. 1-21, 2004.

COHEN, J. Statistical power analysis for the behavioral sciences. 2. ed. New York: Psychology Press, 1988.

COTI-ZELATI, P. E. A influência da imitação no processo de inovação agroindustrial. Revista da Micro e Pequena Empresa, Campo Limpo Paulista, v. 9, n. 2, p. 61-73, 2015.

FAUL, F. et al. Statistical power analyses using G*Power 3.1: tests for correlation and regression analyses. Behavior Research Methods, v. 41, i. 4, p. 1149-1160, 2009.

GIL, J. M.; GRACIA, A.; SANCHÉZ, M. Market segmentation and willingness to pay for organic products in Spain. International Food and Agribusiness Management Review, Minnessota, v. 3, i. 2, p. 207-226, 2000.

GONCHAROV, V. D.; RAU, V. V. Innovation activity in branches of Russia´s agroindustrial sector. Russian Economic Development, v. 20, i. 5, p. 507-509, 2009.

HAIR JUNIOR, J. F. et al. Análise multivariada dos dados. 6. ed. São Paulo: Bookman, 2009.

HAIR JUNIOR, J. F. et al. Fundamentos de métodos de pesquisa em administração. Porto Alegre: Bookman, 2005.

INSTITUTO UNIVERSAL DE MARKETING EM AGRIBUSINESS. Mercado orgânico brasileiro fatura R$ 1,5 bilhão em 2012, apresentando crescimento. Disponível em: <http://i-uma.edu.br/blog/2013/05/mercado-organico-brasileiro-fatura-r-15-bilhao-em-2012-apresentando-crescimento/>. Acesso em: 1 nov. 2017.

JIMÉNEZ-JIMENEZ, D.; VALLE R. S.; HERNANDEZ-ESPALLARDO, M. Fostering innovation: the role of market orientation and organizational learning. European Journal of Innovation Management, v. 11, i. 3, p. 392-401, 2008.

LLEDÓ, M. J. Mais orgânicos na mesa do brasileiro em 2017. Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, 18 jan. 2017. Disponível em: <http://www.mda.gov.br/sitemda/noticias/mais-org%C3%A2nicos-na-mesa-do-brasileiro-em-2017>. Acesso em: 15 nov. 2017.

MIRANDA, E. C.; FIGUEIREDO, P. N. Dinâmica da acumulação de capacidades inovadoras: evidências de empresas de software no Rio de Janeiro e em São Paulo. Revista de Administração de Empresas, São Paulo, v. 50, n. 1, 2010.

MORAES, C. A.; ZILBER, M. A. Estratégia e vantagem competitiva: um estudo do setor petroquímico brasileiro. Revista de Administração Mackenzie, v. 5, n. 1, p. 166-195, 2004.

NEVES, M. F. et al. A strategic plan proposal for private interest associations (PIA): the Case of Orplana. Business Management Review, v. 4, i. 12, p. 370-379, 2015.

NEVES, M. F.; ZYLBERSZTAJN, D.; NEVES, E. M. Agronegócio do Brasil. São Paulo: Saraiva, 2005.

ORGANIZATION OF ECONOMIC CO-OPERATION AND DEVELOPMENT. Oslo manual: guidelines for collecting and interpreting innovation data. 3. ed. Paris: OECD Publishing, 2005.

PENTEADO, S. R. Fruticultura orgânica. Viçosa: Aprenda Fácil, 2010.

PINSONNEAULT, A.; KRAEMER, K. L. Survey research in management information system: an assessment. Journal of Management Information System, v. 10, i. 2, p. 75-105, 1993.

PORTER, M. E. Competitive strategy. New York: Free Press, 1980.

PORTER, M. E. What is strategy? Harvard Business Review, v. 74, i. 6, p. 61-78, 1996.

PRODUÇÃO ORGÂNICA MAIS QUE DOBRA EM TRÊS ANOS NO BRASIL. Organicsnet, 09 jan. 2017. Disponível em: <http://www.organicsnet.com.br/2017/01/producao-organica-mais-que-dobra-em-tres-anos-no-brasil/>. Acesso em: 15 nov. 2017.

RÉVILLION, J. P. P. et al. Estudo do processo de inovação tecnológica no setor agroindustrial: estudos de caso na cadeia produtiva de leite fluido no sistema setorial de inovação da França. Revista de Administração Contemporânea, v. 8, n. 3, 2004.

SCHUMPETER, J. A. The theory of economic development. Cambridge: Harvard University Press, 1934.

SEVERO, L. S.; PEDROZO, E. A. A citricultura orgânica na região do Vale do Caí (RS): racionalidade substantiva ou instrumental. Revista de Administração Mackenzie, São Paulo, v. 9, n. 2, p. 58-81, 2008.

SOUZA, A. P. O.; ALCÂNTARA, R. L. C. Alimentos orgânicos: estratégias para o desenvolvimento do mercado. In: NEVES, M. F.; CASTRO, L. T. (Org.). Marketing e estratégia em agronegócios e alimentos. São Paulo: Atlas, 2011.

TIDD, J.; BESSANT, J.; PAVITT, K. Managing innovation: integrating technological, market and organizational change. West Sussex: John Wiley & Sons, 1997.

TOLEDO, L. A.; ZILBER, M. A. An analysis of the fallacy of taking apart technology and innovation. Revista de Administração e Inovação, São Paulo, v. 9, i. 1, p. 211-230, 2012.

VERGARA, S. C. Projetos e relatórios de pesquisa em administração. 16. ed. São Paulo: Atlas, 2016.

WHITTINGTON, R. Big strategy/small strategy. Strategic Organization, v. 10, i. 3, p. 263-268, 2012.

VILCKAS, M.; NANTES, J. F. D. Agregação de valor: uma alternativa para a expansão do mercado de alimentos orgânicos. Revista Organizações Rurais e Agroindustriais, Lavras, v. 9, n. 1, p. 26-37, 2007.

Publicado
23-04-2018
Como Citar
Coti-Zelati, P. E., Miniussi, A., Araújo, D. L. A. de, & Queiroz, M. J. de. (2018). A inovação organizacional como vantagem competitiva: um estudo sobre a agroindústria orgânica brasileira. RACE - Revista De Administração, Contabilidade E Economia, 17(1), 225-244. https://doi.org/10.18593/race.v17i1.16029