Dimensões de Brand Experience no contexto brasileiro

  • Simone Gurgel de Brito Universidade Estadual do Rio Grande do norte - UERN
  • Adriana Martins de Oliveira Universidade Estadual do Rio Grande do norte - UERN, Universidade Potiguar - UnP
  • Liana Holanda Nepomuceno Nobre Universidade Federal Rural do Semi-Árido - UFERSA http://orcid.org/0000-0001-6756-9179
  • Álvaro Fabiano Pereira de Macêdo Universidade Federal Rural do Semi-Árido - UFERSA
  • Renato Zancan Marchetti Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUCPR

Resumo

No presente artigo teve-se como objetivo testar a escala de brand experience proposta por Brakus, Schmitt e Zarantonello (2009) em um contexto brasileiro, assim como comparar os resultados aos achados de outros estudos semelhantes já publicados. Quanto à metodologia, foi realizado um estudo quantitativo e descritivo de corte transversal, com aplicação de Análise Fatorial Confirmatória e teste de Análise de Variância (Anova). A experiência de marca foi testada a partir de quatro dimensões: sensorial, afetiva, comportamental e intelectual. Foram analisadas 18 marcas experimentais por 254 respondentes. O estudo mostrou que as duas dimensões que apresentaram maior impacto na experiência de consumo foram a dimensão sensorial e a afetiva. Percebeu-se que as marcas que apresentaram menor grau de diferenciação são aquelas de pouco valor agregado e/ou consumo imediato. As marcas que são conhecidas por conferir um determinado grau de status ao consumidor (com exceção da Ray-Ban), como veículos, itens de vestuário e eletrônicos foram categorizadas como altamente diferenciadas. As marcas únicas foram aquelas com forte apelo sensorial e/ou afetivo, como O Boticário, Nestlé, Ray-Ban e Google.

Palavras-chave: Marketing experiencial. Marcas. Brand experience.

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Publicado
23-03-2017
Como Citar
Brito, S. G. de, Oliveira, A. M. de, Nobre, L. H. N., Macêdo, Álvaro F. P. de, & Marchetti, R. Z. (2017). Dimensões de Brand Experience no contexto brasileiro. RACE - Revista De Administração, Contabilidade E Economia, 16(1), 121-146. https://doi.org/10.18593/race.v16i1.10527