O lúdico e suas implicações nas estratégias de inclusão de crianças no ambiente escolar

  • Elisangela Amora Unoesc
  • Dagmar Bittencourt Mena Barreto Unoesc

Resumo

No ambiente escolar, para que a aprendizagem aconteça de forma agradável, é importante utilizar atividades que proporcionem prazer, alegria e entusiasmo, que envolvam efetivamente os alunos nas aulas e auxiliem na construção de conhecimentos. Para isso as atividades lúdicas são de grande importância, principalmente durante a infância, período em que as crianças iniciam a construção da sua identidade e desenvolvem aspectos sociais, cognitivos, emocionais e motores. O objetivo na pesquisa foi investigar a percepção dos professores sobre o lúdico e suas implicações nas estratégias de inclusão de crianças no ambiente escolar. Quanto ao método, a pesquisa realizada foi do tipo descritiva. Participaram da pesquisa 15 professores de escolas municipais de Joaçaba que ministram aulas para alunos de primeiro e segundo anos do ensino fundamental. Quanto ao instrumento de coleta de dados foi utilizada uma entrevista com roteiro semiestruturado. Dos professores participantes 60% afirmaram que tiveram algum tipo de formação relacionada ao processo de inclusão na escola, e todos estes apontam que essa formação foi insuficiente. A maioria dos participantes da pesquisa (80%) utiliza a ludicidade frequentemente em suas aulas. Dos professores 53,3% relataram que a assimilação do conteúdo e cumprimento das regras do jogo influenciam positivamente a aprendizagem. A maioria dos professores acredita que é importante a utilização do lúdico nas atividades de ensino e aprendizagem, pois estas motivam os alunos, tornando o processo mais interessante para eles. Conclui-se que, na percepção dos professores participantes da pesquisa, as atividades lúdicas utilizadas vão ao encontro do planejamento do professor, não sendo aplicadas com fim único de recreação ou divertimento, sendo muito bem aceitas por todos.

Palavras-chave: Lúdico. Crianças. Professores. Inclusão. Jogos.

Referências

ALMEIDA, Paulo Nunes. Educação lúdica, técnicas e jogos pedagógicos. São Paulo: Loyola, 1995.

BARRETO, Dagmar Mena; BARRETO, Jorgiana Bau Mena; QUIOCA, Karina. Inclusão e acessibilidade de pessoas com deficiência: uma revisão integrativa da literatura. In: SEHNEM, Scheila Beatriz (Org.). Psicologia e as minorias. 1. ed. Joaçaba: Ed. Unoesc, 2017. p. 121-153.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO; SECRETARIA DE EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL. A interactividade como fomentadora da ludicidade em busca de caminhos e sentidos na educação infantil. 1998a. v. 2.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO; SECRETARIA DE EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL. Referencial curricular nacional para a educação infantil. Brasília, DF: MEC/SEF, 1998b. v. 1.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO; SECRETARIA DE EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL. Referencial curricular nacional para a educação infantil. Brasília, DF: MEC/SEF, 1998c. v. 2.

BRASIL. Programa educação inclusiva: fundamentação filosófica. Brasília, DF: SEESP/MEC, 2004.

BROUGÉRE, Gilles. Jogo e educação. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.

CORDAZZO, Scheila Tatiana Duarte; VIEIRA, Mauro Luís. A brincadeira e suas implicações nos processos de aprendizagem e de desenvolvimento. Estudos e Pesquisas em Psicologia, Rio de Janeiro, v. 7, n. 1, p. 89-101, jun. 2007. Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-42812007000100009&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 03 out. 2017.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 31. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

GARCIA, Regina L. Em defesa da Educação Infantil. Rio de Janeiro: DP&A, 2002.

KISHIMOTO, Tizuko Morchida. Jogo, brinquedo, brincadeira e educação. 9. ed. São Paulo: Cortez, 2006.

LOPES, Vanessa Gomes. Linguagem do corpo em movimento. Curitiba: FAEL, 2006.

MANTOAN, Maria Teresa Égler; PRIETO, Rosângela Gavioli. Inclusão escola. São Paulo: Summus Editorial, 2006.

MITTLER, Peter. Educação inclusiva: contextos sociais. Tradução Windyz Brazão Ferreira. Porto Alegre: Artmed, 2003.

OLIVEIRA, Vera Barros de (Org.). O brincar e a criança do nascimento aos seis anos. 4. ed. Petrópolis: Vozes, 2002.

ROLOFF, Eleana Margarete. A importância do lúdico em sala de aula. Artigo Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – Rio Grande do Sul – Brasil. 2018. Disponível em: <http://ebooks.pucrs.br/edipucrs/anais/Xsemanadeletras/comunicacoes/Eleana-Margarete-Roloff.pdf>. Acesso em: 10 dez. 2017.

SANTOS, Sonia R. dos. Políticas educacionais, educação inclusiva e direitos hu¬manos. Lex Humana, v. 4, n. 2, p. 135-156, 2012. Disponível em: <http://seer.ucp.br/seer/index.php?journal=LexHumana&page=article&op=view&pa-th%5B%5D=271&path%5B%5D=190>. Acesso em: 15 set. 2017.

SMITH, Perry K. Does play matter: functional and evolutionary aspects of animal and human play. Behavioral and Brain Sciences, v. 5, i. 1, 1982.

TRINCA, Juciara Rodrigues; VIANNA, Patrícia Beatriz de Macedo. O lúdico como estratégia de inclusão. Revista Pós-graduação: Desafios Contemporâneos, v. 1, n. 1, p. 161-173, jun. 2014.

VYGOTSKY, Lev Semyonovich. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1989.

ZANLUCHI, Fernando Barroco. O brincar e o criar: as relações entre atividade lúdica, desenvolvimento da criatividade e educação. Londrina: O brincar e o criar, 2005.

Publicado
14-11-2018
Como Citar
Amora, E., & Barreto, D. B. M. (2018). O lúdico e suas implicações nas estratégias de inclusão de crianças no ambiente escolar. Pesquisa Em Psicologia - Anais eletrônicos, 103-114. Recuperado de https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/pp_ae/article/view/19101