FASCIÍTE NECRÓTICA CAUSAS E TATAMENTO

  • Felipe Ferronatto MIRANDA Unoesc
  • Leticia MARTINS UNOESC
  • Régis TÓRMEN UNOESC
  • Sabrina Antunes ABRÃO UNOESC
  • Jane Lafayette Neves Gelinski Universidade do Oeste de Santa Catarina

Resumo

A doença fasciíte necrótica é uma infecção bacteriana destrutiva e progressiva do tecido subcutâneo e fáscias superficiais. Outros nomes da doença são gangrena estreptocócica hemolítica, úlcera de Meleney, gangrena dérmica aguda, gangrena hospitalar, fasciíte supurativa e celulite necrosante sinergísticaNesta pesquisa, objetivou-se realizar um levantamento bibliográfico sobre a fasciíte necrótica, bem como o diagnóstico, o tratamento e a orientação nutricional para os pacientes com a doença. Os principais termos utilizadas para a pesquisa bibliográfica foram: fasciíte necrotizante e/ou diabetes, alimentos anti-inflamatórios, tratamento de fascine necrotizante, Streptoccocus e Staphylococcus. Tata-se de pesquisa resumo de assunto com base em bibliografica cientifica visando a explicação de uma doença infecciosa de grande importância.
Os primeiros casos foram encontrados durante a guerra civil dos Estados Unidos no século XIX. Não havia tratamento e a única saída era a amputação dos membros acometidos. Finalmente em 1924 Meleney descreveu a doença como gangrena estreptocócica hemolítica aguda,
conhecida então como fasciíte necrótica. Os microrganismos causadores podem ser aeróbios, anaeróbios ou de flora mista (anaeróbios e aeróbios). Classifica-se em Tipo I (ou celulite necrotizante), quando causada por uma espécie de anaeróbio obrigatório como o Bacterioides e Peptostreptococcus e outras bactérias facultativas como Enterobacter e alguns tipos de Streptococcus; e a do tipo II (ou gangrena estreptocócica) quando causada pelo Streptococcus GAS isolado ou associado ao Staphylococcus aureus. Os fatores predisponentes incluem: doenças crônicas e malignas, abuso de álcool, uso de drogas endovenosas, lesões da pele como varicela, cirurgia, traumas abertos e fechados, entre outros. Clinicamente destacam-se: a dor intensa, o edema grave, a rápida progressão e a resposta pobre à antibioticoterapia. É necessário um alto índice de suspeição para o diagnóstico clínico, confirmando a indicação cirúrgica pela evidência de necrose da fáscia superficial e profunda. Nesse, as bactérias existentes no local da infecção originam gases e liberam toxinas, causando a chamada síndrome do choque tóxico (complicação por infecção bacteriana). Os exames radiológicos são úteis, e o diagnóstico diferencial deve ser feito principalmente porque com a celulite em seu estágio inicial é muito complicado diferenciá-la devido à semelhança com os fatores predisponentes da doença. O tratamento é feito com antibióticos de amplo espectro, tais como a penicilina e a clindamicina; o desbridamento cirúrgico; e medidas de suporte clínico como a oxigenoterapia hiperbárica, por reverter a hipóxia local. A oxigenioterapia hiperbárica estimula a ação bactericida dos leucócitos, aumenta a replicação dos fibroblastos, aumenta a formação de colágeno e promove a neovascularização.
A ingestão de alimentos que possuem ação anti-inflamatória e antibiótica também são de suma importância para o tratamento de pacientes afetados pela fasciíte necrótica, visto que na maioria dos casos estão imunodeprimidos.
A inclusão de uma dieta hiperproteica na rotina do paciente vai auxiliar na reconstrução da massa muscular perdida com os efeitos da necrose,
também a ingestão de alimentos que possuem colágeno para restauração da derme. Varios microorganismos podem estar relacionados com a fasciíte necrótica. Neste estudo verificou-se também que pacientes com outras condições além da fasciíte, tais como o Diabetes, tem uma grande restrição alimentar. Portanto, é importante a orientação nutricional. Mas, de modo geral, são importante o consumo de alimentos ricos em colágeno ou que estimulem a sua produção como a gelatina, frutas, aveia, tomate, beterraba, vegetais de cores verde-escuras e laranja, soja e colágeno hidrolisado que é um suplemento nutricional a base de peptídeos com o objetivo de regeneração da derme.
Dessa forma, conclui-se que cada paciente deve ser analisado e estudado com cuidado, devido a suas nessidades particulares visando sempre o bem estar e saúde do mesmo.
Palavras chaves: Choque Tóxico. Ingestão Protéica. Antibióticoterapia.
 

Biografia do Autor

Felipe Ferronatto MIRANDA, Unoesc
Acadêmico Curso de Nutrição
Leticia MARTINS, UNOESC
Acadêmica Curso de Nutrição
Régis TÓRMEN, UNOESC
Acadêmico Curso de Nutrição
Sabrina Antunes ABRÃO, UNOESC
Acadêmica Curso de Nutrição
Jane Lafayette Neves Gelinski, Universidade do Oeste de Santa Catarina

Professora

Mestre em Genética -UFRGS

Doutora em Ciência dos Alimentos-USP

Publicado
27-11-2018
Como Citar
MIRANDA, F. F., MARTINS, L., TÓRMEN, R., ABRÃO, S. A., & Gelinski, J. L. N. (2018). FASCIÍTE NECRÓTICA CAUSAS E TATAMENTO. Anuário Pesquisa E Extensão Unoesc Videira, 3, e19916. Recuperado de https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeuv/article/view/19916
Edição
Seção
ACV Resumos expandidos