ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA (ELA)

  • Daniela Winck Unoesc
  • Ariane Letisia Garcia Dalmolin
  • Katlin Aparecida Hartmann

Resumo

O estudo, através de revisão de literatura,  teve como objetivo contribuir para uma melhor compreensão acerca da esclerose lateral amiotrófica (ELA), conhecida também por doença de Charcot ou de doença de Lou Gehrig. A etiologia da doença ainda não está bem especificada, mas há estudos que indicam que 10 % dos casos são genéticos, havendo pesquisas que relatam a possibilidade de fatores ambientais, como má alimentação, fumo, bem como atividades físicas com bastante impacto serem desencadeantes. Os primeiros sintomas aparecem com a dificuldade de movimentação de braços e mãos, pegar objetos ou caminhar, pois a doença é caracterizada por degeneração progressiva de neurônios motores superiores e inferiores, provocando enfraquecimento dos músculos dos membros, tórax, abdômen e bulbares. Atualmente, não há teste definitivo ou biomarcador de ELA, e o diagnóstico continua a ser principalmente clínico. O intervalo de tempo entre os primeiros sintomas e o diagnóstico influencia o prognóstico da doença, porém a detecção precoce pode ser prejudicada devido à semelhança com outros disturbios neurológicos. A estimativa de vida após o diagnóstico varia na literatura entre dois a cinco anos. A prevalência mundial apresenta-se entre 2 e 11 casos por 100 mil habitantes; a faixa etária  é de 58 a 63 anos para casos esporádicos e de 47 a 52 anos para membros da família, com uma pequena preferência pelo sexo masculino. Há poucos avanços sobre novos fármacos, tratamentos e um possível aumento da estimativa de vida das pessoas com a doença.

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Publicado
10-10-2017
Como Citar
Winck, D., Garcia Dalmolin, A. L., & Hartmann, K. A. (2017). ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA (ELA). Anuário Pesquisa E Extensão Unoesc Videira, 2, e15867. Recuperado de https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeuv/article/view/15867
Edição
Seção
ACV Resumos