Anuário Pesquisa e Extensão Unoesc São Miguel do Oeste https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeusmo PUBLICAÇÃO CONTÍNUA - O CONTEÚDO E A REVISÃO SÃO DE RESPONSABILIDADE DOS AUTORES DOS TEXTOS. pt-BR <ol type="a"><li>Autores mantém os direitos autorais e concedem à Editora Unoesc o direito da publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a <a href="http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/" target="_new">Licença Creative Commons Attribution</a> que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.</li></ol> clair.zacchi@unoesc.edu.br (Clair Fátima Zacchi) editora@unoesc.edu.br (Editora Unoesc) qua, 30 jan 2019 08:30:03 +0000 OJS 3.1.1.4 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Mini Golfe https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeusmo/article/view/20440 <p>O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação a Docência -PIBID é uma iniciativa do governo federal que contribui para um melhoramento e valorização da formação inicial e continuada de professores. Desta forma os estudantes de licenciatura vivenciam, de forma efetiva, a realidade escolar da rede públicade ensino, experenciando as ações metodológicas, práticas docentes, identificando e problematizando o processo de ensino-aprendizagem. Por isso é importante socializar as atividades que são realizadas nas escolas por meio do PIBID de Educação Física, subprojeto de São Miguel do Oeste/SC.</p> Andréa Jaqueline Prates Ribeiro ##submission.copyrightStatement## https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeusmo/article/view/20440 qua, 10 abr 2019 14:09:33 +0000 ANÁLISE DE PUREZA EM SEMENTES https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeusmo/article/view/20445 <p>Essa análise determina o percentual por peso e as diferentes espécies de sementes e de material inerte presente na amostra. São consideradas sementes puras todas aquelas declarada pelo requerente pertencente a amostra, incluindo todas as variedades botânicas e cultivares da espécie, sementes inteiras, maduras, não danificadas, imaturas, de tamanho menor, enrugadas, infectadas ou germinadas, pedaços de unidades de dispersão com tamanho maior que 50% do seu tamanho original. (TOLEDO, 1977).</p> <p>Cada espécie possui um peso mínimo para a amostra, descrito na RAS, podendo ter um peso superior até no máximo 3% do peso prescrito. As sementes puras são separadas de forma mecânica, colocadas sobre uma caixa de madeira e vidro e com o auxílio de pinça, sopradores ou peneiras e lupas a amostra é analisada.</p> <p>A análise de pureza é de extrema importância uma vez que busca não só quantificação de impurezas, mas como também a presença de sementes de outras espécies no lote, com a missão de evitar a disseminação de plantas daninhas nas áreas em que a cultura de interesse será implantada, sendo essencial que as sementes distribuídas pela totalidade dos órgãos ou produtores sejam de altíssima qualidade, uma vez que sementes de espécies consideradas proibidas condenam todo o lote de sementes. A análise de pureza de sementes é aliada do agricultor, dando-lhe garantia de que as sementes adquiridas são de qualidade e livres de sementes de invasoras.</p> Rúbia de Souza ##submission.copyrightStatement## https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeusmo/article/view/20445 qua, 10 abr 2019 14:06:38 +0000 QUALIDADE DE GRÃOS DE TRIGO https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeusmo/article/view/20606 <p>O grão de trigo é constituído de três partes, o tegumento, com função de proteção ao grão; o endosperma, que dá origem a farinha ou nutrirá o embrião; e o embrião (gérmen), que dá origem a uma nova planta. Cada cultivar de trigo produz uma farinha com características reológicas próprias, características essas que determinam o destino da farinha. Segundo Rae et al. (2011), o endosperma é formado predominantemente por amido e proteínas. As proteínas dividem-se em solúveis e insolúveis; as insolúveis, quando adicionas à água com trabalho mecânico, formam uma rede denominada glúten, que possui capacidade de se deformar e reter gases da fermentação, propiciando o crescimento da massa. O trigo é o único grão que possui glúten em quantidade significativa e, por isso, é tão cultivado mundialmente.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Para identificação do tipo de farinha que certo genótipo produz utiliza-se um aparelho denominado Minolta, que mede a cor, traduz as nuances de coloração em três parâmetros básicos, indicados pelas letras L* (luminosidade), a* (branco) e b* (amarelo). As avaliações da qualidade industrial de linhagens podem ser feitas a partir da geração F7, onde já se obteve plantas homogêneas, e continuam nos ensaios preliminares de linhagens e nos ensaios de valor, cultivo e uso, sendo as linhagens comparadas a três testemunhas.</p> Rúbia de Souza ##submission.copyrightStatement## https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeusmo/article/view/20606 sex, 03 mai 2019 12:24:30 +0000 POLÍTICAS E FERRAMENTAS DE QUALIDADE DE UMA INDÚSTRIA DE CACHAÇA DE ALAMBIQUE DO EXTREMO OESTE DE SANTA CATARINA https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeusmo/article/view/20151 <p>Este trabalho é baseado em um estudo de caso, que teve como objetivo identificar e analisar quais são as políticas e ferramentas de qualidade, utilizadas no decorrer dos processos de obtenção dos produtos finais de uma Indústria de Cachaças de Alambique, localizada na Região Extremo Oeste de Santa Catarina. A implementação de ferramentas do controle de qualidade visa a elaboração de produtos com segurança higiênico-sanitárias que proporcione satisfação ao consumidor final. O trabalho de campo teve o propósito de determinar as políticas e ferramentas de qualidade adotadas pela indústria. Como principais resultados, observou-se que a mesma utiliza ferramentas como, Boas Práticas de Fabricação (BPF’s), Procedimento Operacional Padronizado (POP), Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC), além de indicadores de produtividade e a ferramenta de ação 5W2H.</p><p>Palavras-Chave: Ferramentas de qualidade; Segurança de alimentos; Qualidade de alimentos. </p> Fábio Zambiasi, Daniela Damaceno, Rafael Roberto Moretto, Roque Echer, Fabricio Friederich, Charles Dorneles, Gabriel Dos Santos, Fabio Maurício Shius ##submission.copyrightStatement## https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeusmo/article/view/20151 qua, 30 jan 2019 08:29:57 +0000 GRUPO EXPERIMENTAL DE DANÇA https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeusmo/article/view/20390 <p>O objetivo deste estudo foi propocionar a vivência da Dança, para a Uniti - Universidade da Terceira Idade que é constituída por uma faixa etária de idosos acima de 50 anos, localizada&nbsp; na Instiuição de Ensino Unoesc/SMO. As aulas foram na sala de ginástica, com duração de 1h, sendo subdividas em Dança Livre e de Salão. Buscou-se proporcionar a dança como contribuinte na melhor qualidade de vida e bem estar pessoal, por meio de ritmos aeróbios, ritmo e expressão, manifestações culturais, métodos coreografados e alguns esportes. Também foram realizadas apresentações artísticas e culturais na Unoesc. Conclui-se que projetos com os idosos são fundamentais, uma vez que possibilitam contribuir com diversas melhorias na vida dessa população.</p> Andréa Jaqueline Prates Ribeiro, Cleiton Eduardo dos Santos Pinheiro ##submission.copyrightStatement## https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeusmo/article/view/20390 qua, 03 abr 2019 21:03:16 +0000 DEPRESSÃO EM USUÁRIOS QUE FREQUENTAM O CAPS https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeusmo/article/view/20460 <p>Este trabalho reflete o resultado de uma pesquisa que se desenvolveu a partir da curiosidade em identificar a probabilidade de pessoas com depressão que residem em um município na região do extremo oeste de Santa Catarina (SC). Segundo estimativas a depressão já é a maior doença psicológica no mundo, esta enfermidade pode levar a morte. Apos pesquisa bibliográfica sobre estimativa de dados realizou-se a analise dos prontuários de pessoas diagnosticadas com depressão, formas de acompanhamento e tratamento da enfermidade, que frequentam o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). Essa pesquisa de cunho quantitativo, comparou pacientes diagnosticados com depressão no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) desse município e as pessoas diagnosticadas com depressão no estado de Santa Catarina. O índice de pessoas com depressão mostra-se alarmante.</p> Ana Paula Lazzari, Arnaldo Junior Rasche, Luiz Felipe Marques Santana, Angela Maria Bavaresco, Paulo Ricardo Bavaresco ##submission.copyrightStatement## https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeusmo/article/view/20460 qua, 10 abr 2019 14:04:02 +0000 PLANTÃO PSICOLÓGICO EM CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL NO MUNICÍPIO DE PINHALZINHO/SC https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeusmo/article/view/20188 <p class="western">O plantão psicológico refere-se ao atendimento psicológico, de cunho emergencial, que visa o acolhimento de indivíduos ou grupos em contextos de sofrimento psíquico ou emocional. As atividades de Plantão Psicológico foram realizadas pelos acadêmicos do 8° período do curso de Psicologia, no componente curricular de Psicologia da Saúde, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Pinhalzinho/SC, objetivando a inserção dos acadêmicos em contextos de atuação. Nesse sentido, as atividades desenvolvidas incluíram a observação da rotina dos serviços, diálogo com profissionais e usuários, escutas individuais (plantão), participação e desenvolvimento de atividades em grupos e visitas domiciliares, no contexto do Centro de Atenção Psicossocial. Tal inserção na comunidade possibilidade uma aproximação da Universidade com o contexto social local, ampliando o olhar para os sujeitos e suas demandas, e proporcionando novas configurações nos fazeres das políticas públicas.</p><p>Palavras chaves: Plantão Psicológico. Centro de Atenção Psicossocial.</p> Adriana Luísa Bublitz, Anderson Luis Schuck ##submission.copyrightStatement## https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeusmo/article/view/20188 sex, 15 fev 2019 09:24:21 +0000 A VISITA DOMICILIAR E O PROFISSIONAL DE PSICOLOGIA https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeusmo/article/view/20539 <p>A família é o berço onde os seus membros passam maior parte de suas vidas, indiferente da dinâmica da mesma, nunca deixará de ser “família” com um vínculo saudável ou não. Quando uma família necessita a intervenção de profissionais de saúde, não são membros isolados com problemas, mas todo um sistema que está sendo afetado com uma situação ou processo. Neste sentido, não é possível compreender integralmente a família sem levar em conta o meio em que ela se desenvolve e a dinâmica que possui, para maior proximidade com a singularidade de cada família a visita domiciliar torna-se um momento de contato com a subjetividade daquele sistema familiar em específico, sendo uma prática que leva o profissional de saúde ao contato com a vivência do usuário, aproximando as ações da equipe multidisciplinar à realidade das famílias atendidas, ocasionando maior entendimento do contexto subjetivo que aqueles indivíduos se inserem e interagem.</p> Caroline Kochenborger, Fernanda Luiza Bühring, SC, Ângela Maria Bavaresco, SC ##submission.copyrightStatement## https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeusmo/article/view/20539 ter, 23 abr 2019 14:28:29 +0000 AS PSICOLOGIAS E SUAS PRÁTICAS https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeusmo/article/view/20608 <p>CONSIDERAÇÕES INICIAIS: O presente trabalho é um relato de uma experiência com jovens de 14 a 24 anos realizada no Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) de uma cidade do extremo-oeste de Santa Catarina. As atividades foram desenvolvidas através do Estágio Curricular Supervisionado, disciplina do curso de Psicologia, sob supervisão e orientação. O estágio supervisionado proporciona ao estudante o domínio de instrumentos teóricos e práticos imprescindíveis à execução de suas funções e visa beneficiar a experiência e promover o desenvolvimento dos conhecimentos teóricos e práticos adquiridos durante o curso nas instituições de ensino superior (SCALABRIN; MOLINARI, 2013). Em suma, o estágio supervisionado possibilita a percepção do que o futuro profissional poderá encarar no seu cotidiano, buscando atingir seu objetivo maior que é o da promoção de saúde, qualidade de vida e eliminar formas de negligência, discriminação e/ou violências. Assim, a atuação junto ao público de jovens objetivou possibilitar um espaço de escuta e produção de significados diversos, em decorrência dos diálogos que efetivamente puderam se concretizar. RELATO DA EXPERIÊNCIA: O grupo de jovens pode ser considerado como um novo e único espaço, no qual os participantes podem refletir sobre experiências e vivências para elaborar e reconstruir tais experiências que estão internalizadas em cada um (ZIMERMAN, 2004). Junto ao CIEE, levando em consideração as demandas particulares apresentadas a priori, inicialmente foi trabalhado de modo psicoeducativo, considerando as atividades propostas pelo local em abordar determinados assuntos que mobilizavam os grupos. Perfaz nosso entendimento que pensar a saúde mental coletiva implica em interferir e possibilitar linhas de questionamentos sobre o que produz sofrimento. Deste modo, as discussões tiveram base nos princípios fundamentais do código de ética profissional do psicólogo, I e III que diz: "O psicólogo trabalhará visando promover a saúde e a qualidade de vida das pessoas e das coletividades e contribuirá para a eliminação de quaisquer formas de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão", e: "O psicólogo atuará com responsabilidade social, analisando crítica e historicamente a realidade política, econômica, social e cultural". Por meio de rodas de conversas, buscamos junto dos participantes pensar situações e condições que estavam produzindo inseguranças e/ou angústias; como relações de trabalho, relacionamento com a família, além dos processos subjetivos atravessados por medos e ansiedades. Foram promovidos alguns debates com o intento de que pudessem expor suas percepções sobre situações por eles levantadas. Nesse sentido, os conflitos e angústias por eles trazidos se articulam nas relações sociais e afetivas com sua própria história de vida que estão subordinadas às leis que regem este sistema, sendo estas, também, um dos principais responsáveis pela sensação de desprazer. Suas falas giram em torno das frustrações causadas pelo conflito dos seus desejos, que são confrontados nos aspectos de funcionamento de trabalho, de sistema familiar e sociedade como um todo. No que discorre Lacan, ao falar que "quando uma história é contada, outra história é escrita", acreditamos que outras realidades foram sendo pensadas e construídas, à medida que suas angústias se tornaram palavras. Por outro viés, as experiências trazidas pelo grupo foram compreendidas levando-se em consideração a teoria de Carl Rogers, que propõe o desenvolvimento de três atitudes básicas para a facilitação do processo de crescimento da pessoa: congruência, consideração positiva incondicional e compreensão empática. O terapeuta será congruente na medida em que for ele mesmo na relação com o cliente. Quanto mais puder desprover-se de barreiras profissionais ou pessoais, maior a probabilidade de que o cliente mude e cresça de modo construtivo, afirma Rogers (1983). Consideração positiva incondicional: a segunda atitude mencionada por Rogers (1983), é a aceitação, o interesse ou a consideração - significa que o terapeuta tem atitude positiva e aceitadora à pessoa do cliente. O terapeuta facilita ao cliente a expressão dos sentimentos que estão ocorrendo no momento, não importando quais sejam. É importante ressaltar que o que foi dito ou expresso por qualquer um do grupo, foi aceito, da maneira como cada um vivencia sua própria experiência. Por compreensão empática Rogers (1977) define como um processo, uma maneira de ser na relação com outra pessoa. Significa penetrar no mundo de percepções do cliente, apreender os significados que o mesmo percebe em relação aos seus sentimentos, sem julgamento, e transmitir esta compreensão, de forma não impositiva. Neste sentido, acompanhamos crescimentos a partir da ressignificação de percepções e comportamentos, antes trazidos como produtores de sofrimento. Além do crescimento pessoal, foi percebido o fortalecimento de vínculos no grupo e o respeito de cada um em relação aos demais. Num segundo momento do estágio, buscamos junto deles, construir um grupo terapêutico, visando um espaço que fosse acolhedor, a partir de suas demandas subjetivas.&nbsp; Nas palavras de Muller (2003), sobre a necessidade de encontrar a si mesmo, em espaços inéditos de reflexão de si, do sentido ao que se viveu, e pelo que se viverá. "A cura é a demanda que parte da voz de quem sofre, de que sofre no seu corpo ou no pensamento" (LACAN, 2003, p. 517). Todo alívio repousa na fala, e é através das palavras que se pode produzir novos significados. Ao falarmos de que é preciso interferência no que produz sofrimento para pensar saúde mental coletiva, dá-se pela percepção de que às ansiedades, medos, angústias, têm sido produzidas no meio social pelas violações básicas dos sujeitos e na precarização das condições de vidas. A transformação da realidade social ocorre a partir do embate produzido na articulação do sujeito com sua realidade concreta, nos espaços coletivos, através de trocas intersubjetivas, na produção de significados socialmente compartilhados, capazes de reinventar a existência do homem no mundo (MOURA, 1999). O psicólogo deve, nesse processo, contribuir para a transformação social e repensar na concepção de sujeito e, consequentemente, na concepção de práticas de fazer psicologia. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Deste modo, ao abordarmos os temas sugeridos pela unidade concedente, percebemos a importância do posicionamento da psicologia frente as condições político-sociais, históricas, que produzem sofrimento. A Psicologia, ou melhor, as psicologias, devem encontrar seu compromisso social, pois o eu não se constitui sem o outro, ou seja, não há individualismo que se sustente na ausência do social (MOREIRA; ROMAGNOLI; NEVES, 2007). Ainda, destaca-se a importância em entender que os movimentos dos sujeitos são singulares e que quem fala, o faz a partir de um contexto de vida e social.&nbsp; Nesse sentido, contribuir com movimentos individuais e coletivos no grupo foi de suma importância. Ter a possibilidade de vivenciar os significados de se fazer presente em espaços como esse são de ensejo ímpar e de grande valia para a prática profissional.</p> Gabriel Afonso Costacurta, Abel Petter, Gilberto Oliveira Rodrigues, Angela Maria Bavaresco, Anderson Schuck, Verena Augustin Hoch ##submission.copyrightStatement## https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeusmo/article/view/20608 sex, 03 mai 2019 12:18:54 +0000 ATUAÇÃO DO PSICÓLOGO NO CENTRO DE REFERÊNCIA ESPECIALIZADO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL – CREAS https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeusmo/article/view/20633 <p><span style="margin: 0px; line-height: 150%; font-family: 'Century Gothic','sans-serif'; font-size: 12pt;">Este resumo expandido tem como finalidade apresentar as demandas atendidas pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social – CREAS, bem como discorrer sobre a atuação do Psicologo nestes locais, e compartilhar a experiência de Estágio Curricular Supervisionado no Creas de Dionísio Cerqueira- SC, no ano de 2018</span></p> Estefani Doss, Priscila Lopes Ferreira, Angela Maria Bavaresco ##submission.copyrightStatement## https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeusmo/article/view/20633 sex, 03 mai 2019 12:15:41 +0000 “ME FORMEI E AGORA” https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeusmo/article/view/20603 <p>INTRODUÇÃO: A experiência de conduzir um grupo psicoterapêutico é muito desafiadora, necessita de alguns anos de prática e o desenvolvimento de características empáticas e facilitadoras a quem pretende empreender tal tarefa. No curso de Psicologia é de extrema importância abordar questões relacionadas a tal prática, bem como proporcionar a experiência aos acadêmicos de coordenar e co-coordenar tais grupos, pois está será uma ferramenta que tem grandes chances de ser utilizada após a formação e precisa estar bem lapidada, Neste sentido é necessário que os facilitadores façam um bom <em>rapport</em> e tenham a desenvoltura e a percepção do grupo no geral. Quando os grupos são temáticos surge a capacidade de explorar um assunto em específico que a população atingida considere importante, sempre levando em consideração o surgimento do tema como demanda do grupo. Neste sentido, entendemos que uma demanda latente no 6º período de Psicologia foram as angústias e desafios relacionados a prática da profissão, mais especificamente logo após se formar e levando isso em consideração para a prática do grupo abordamos o tema “Me formei e agora?” em nossa prática grupal oportunizada pelo componente curricular de Técnicas de Grupo. OBJETIVO DO RESUMO: O presente resumo pretende relatar a experiência na coordenação de psicoterapia em grupo no 6° período de psicologia no ano de 2017, e&nbsp; ainda fazer uma releitura de tal experiência com as percepção das coordenadoras do grupo, hoje no 10º período. &nbsp;METODOLOGIA: A atividade iniciou-se com a reflexão sobre o tema “<em>me formei e agora”, </em>abordando as questões das angústias vivenciadas pelos acadêmicos de psicologia após se formar no curso, sempre enfatizando a questão do sigilo e da total atenção ao grupo para que este pudesse interagir de forma produtiva e catártica. DESENVOLVIMENTO: Segundo FARAH, 2009, o grupo terapêutico é formado por pessoas singulares cada qual com a sua subjetividade e então “[...] Pouco a pouco, à medida que o grupo vai acontecendo, as formas peculiares dos membros de interagir com o mundo vão sendo reveladas.” Assim pudemos perceber como cada indivíduo reage frente às angústias derivadas do momento da conclusão final do curso e o ingresso ao mundo do trabalho, agora como psicólogo. No decorrer da terapia em grupo surgiram muitos assuntos descontraídos, assim como alguns com maior carga emocional.</p> <ul> <li class="show"><strong><em>Das expectativas</em></strong>: Inicialmente possuíamos muito medo do silêncio do grupo em relação ao nosso assunto, mas logo que iniciamos o grupo nossos temores se esvaíram aos poucos, pois o grupo foi bastante interativo inclusive se dispersando do tema sugerido, neste momento fomos capazes de trazê-los de volta ao foco com certa facilidade e conseguimos manter uma boa abertura dos participantes. Ainda a nosso ver, conseguimos proporcionar um ambiente onde os sentimentos dos indivíduos do grupo eram aceitos e tratados com respeito tornando o processo uma forma de empatia, aceitando as angústias como algo inerente do se humano e criando campo fértil para o alívio de muitas tensão como nos explica Yalom(2006)</li> </ul> <p>“O fato de ser aceito pelos outros desafia a crença do paciente de que ele é basicamente repugnante, inaceitável e detestável [...]O grupo aceitará um indivíduo desde que ele siga as regras de procedimento do grupo, independentemente de experiências de vida, transgressões ou fracassos socais passados” (p. 63).</p> <p>Tendo isto como referência, buscamos sempre em nossa coordenação deixar os membros do grupo o mais confortáveis possível para que pudessem falar sobre os seus sentimentos mais profundos sem medo de julgamento.</p> <ul> <li class="show"><strong><em>Do desenvolvimento da psicoterapia em grupo:</em></strong> Como já explanado, o grupo que coordenamos foi muito participativo e colaborou bastante para reflexões valiosas em relação à prática psicológica, e que nós acadêmicos compreendemos como a nossa futura profissão, desta forma acreditamos ter conduzido a terapia da forma “democrática pela coesão espontânea não induzida pelos líderes”, como nos aponta Andaló (2001). Assim assumimos a responsabilidade como coordenadores do grupo e nos colocando como tais, compreendendo-nos como sujeitos ativos da psicoterapia, agindo como facilitadores e percebemos que nossa forma de agir interfere diretamente no funcionamento do grupo, como explica Zimermann: “o modelo das lideranças é o maior responsável pelos valores e características de um grupo, seja ele de que tipo for” (1997, p. 47).</li> <li class="show"><strong><em>Das considerações finais: </em></strong>Gostaríamos de reiterar a eficácia da terapia em grupo, independente do método seguido ou da teoria abordada, pois ela é uma forma de grande valia para o pertenciamento social do indivíduo e pela assimilação de que existem pessoas que passam pelas mesmas angústias de que ele, diminuindo consideravelmente o sofrimento. Ainda a capacidade de proporcionar um momento//local onde as pessoas podem demonstrar seus medos, angústias e sentimentos mais profundos faz da psicologia a ciência maravilhosa que ela é, encarando todos os seres humanos com muito respeito e consideração. Por fim para nós acadêmicos essa experiência é muito valiosa pois este ´r o momento que podemos estar em contato com a práxis e desenvolver nossas habilidades, podendo errar e contando com uma orientação eficaz que vai nos aprimorando aos poucos não só como profissionais psicólogos mas como pessoas.</li> </ul> <p>RELEITURA: Como acadêmicas do 10° período de psicologia em releitura de experiência, pudemos perceber a nossa insegurança e ingenuidade na condução de nosso primeiro grupo psicoterapêutico, resultados esperados frente ao nosso conhecimento e prática da época. Hoje após estágios e alguns desafios relacionados, temos a segurança de afirmar que evoluímos muito em nossa capacidade de facilitar grupos psicoterapêuticos em geral e conduzir grupos temáticos das mais diversas demandas. Acreditamos que o psicólogo deve utilizar grupos como uma ferramenta essencial em seu trabalho apostando nesta prática como uma forma de potencializar indivíduos e promover a autonomia. Ainda ressaltamos a necessidade de formar grupos a partir da demanda da população que se pretende atingir e não por identificação pessoal com o assunto ou tema. Mesmo que os grupos possam ser conduzidos de diversas formas, temos a certeza que, se instaurado um clima de segurança e acolhimento, os indivíduos poderão se expressar de forma catártica e desmistificar crenças pessoais errôneas acerca de si e do mundo que percebem. Cabe ainda enfatizar a importância do sigilo que é regra fundamental em nossa profissão, o respeito com a experiência do outro, o exercício da escuta empática e a capacidade de ouvir sendo estas habilidades que o profissional de psicologia deve desenvolver e aprimorar.</p> <p>No que se refere às angustias da profissão, agora no 10º período, elas ainda persistem e acreditamos que nunca as sanaremos, contudo, isto nos movimenta nos faz perceber novas formas de atuação, locais de inserção e demandas da comunidade e região, nos conduz a desenvolver novas habilidades e conhecimentos e nos insere em uma dinâmica profissional que está diretamente ligada à psicologia, a dinâmica de se transformar. Hoje estamos mais seguras das nossas capacidades frente aos grupos em virtude desta nossa primeira intervenção onde iniciamos nossa transformação no que somos hoje.</p> <p>REFERÊNCIAS<br>ANDALO, Carmen Silvia de Arruda. O papel de coordenador de grupos. Psicol. USP [online]. 2001, vol.12, n.1.</p> <p>FARAH, A. B. A. Psicoterapia de grupo: reflexões sobre as mudanças no contato entre membros do grupo durante o processo terapeutico. Revista IGT na Rede, v.6, nº.11. UERJ, Rio de Janeiro, 2009.<br>YALOM, I. D. &amp; YALOM, M. L. Psicoterapia de grupo: teoria e prática; Tradução Ronaldo Cataldo Costa. Porto Alegre. Artmed, 2006.<br>ZIMERMANN, D. E. Atributos desejaveis para o coordenador de grupo. in D. E. Zimermann, &amp; L. C. Osório et. al. Trabalhar com grupos. Porto Alegre, RS: Artes Médicas, 1997.<br>E-mail: carolinesk@hotmail.com; fernandabhrg@hotmail.com;</p> Caroline Kochenborger, Fernanda Luiza Bühring, Sirley Schünemann, Ângela Maria Bavaresco ##submission.copyrightStatement## https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeusmo/article/view/20603 sex, 03 mai 2019 12:28:22 +0000 MOVIMENTO ESTUDANTIL: RELATO DE INTERVENÇÃO URBANA NA PREVENÇÃO AO SUICÍDIO https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeusmo/article/view/20187 <p>O suicídio é um fenômeno que ocorre em todas as regiões do mundo. Estima-se que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), anualmente, mais de 800 mil pessoas morrem por suicídio, o que dá uma média de mais de 2000 casos por dia, ou um a cada 40 segundos. A cada adulto que se suicida, pelo menos outros 20 atentam contra a própria vida. Segundo a Organização das Nações Unidas no Brasil (ONUBR), entre os jovens de 15 a 29 anos, é a segunda principal causa de morte. Ainda que o cenário seja alarmante, o suicídio pode ser prevenido. Um dos meios para tanto é encontrar, em cada contexto, os fatores e influências específicas. “Sabe-se que o fenômeno do suicídio é complexo, influenciado por vários fatores, e que generalizações de fatores de risco são contraproducentes” (BRASIL, 2017, p. 2). Mesmo havendo meios para prevenção, o estigma em relação ao tema impede a procura de ajuda. Inclusive, tem se evitado dialogar sobre o assunto, uma vez que se correlacionou a fala como gatilho ou motivação para se consumar o ato suicida. Mas, “sabe-se que falar de forma responsável sobre o fenômeno do suicídio opera muito mais como um fator de prevenção do que como fator de risco, podendo, inclusive, se contrapor a suas causas”. (BRASIL, 2017, p. 2) Considerando a realidade contemporânea que envolve o suicídio na região Extremo Oeste de Santa Catarina, identificada com altos índices de suicídio (PETTER; HOCH, 2016), o Centro Acadêmico do Curso de Psicologia (CAP) da Universidade do Oeste de Santa Catarina de Pinhalzinho buscou desenvolver ações na comunidade para conscientização e prevenção ao suicídio. Desenvolveu-se uma roda de conversa com o grupo LEO Clube Omega Pinhalzinho com a finalidade de dialogar sobre o fenômeno do suicídio e orientá-los a respeito da identificação de possíveis sinais de suicídio, uma vez, a saber, que o próprio grupo desenvolve ações para prevenção ao suicídio. Ainda, o CAP realizou uma intervenção urbana na praça central no município de Pinhalzinho com o propósito de orientar a população sobre o fenômeno do suicídio e o cenário regional. A intervenção consistiu em elaboração e distribuição de folders e cartazes informativos no tocante ao suicídio bem como a possibilidade de diálogo com os acadêmicos a respeito do tema no local de intervenção. Ambas ações ocorreram de forma satisfatória, com efeitos positivos ao público atingido, tanto pelo grupo quanto pela comunidade em geral. Observa-se uma intensificação de práticas preventivas ao suicídio desenvolvidas através de políticas públicas nos últimos anos, no entanto, considerando a seriedade da realidade contemporânea, especialmente regional, salienta-se que a Psicologia possa desenvolver práticas que aproximem o seu Saber e Fazer da comunidade em geral, fazendo cumprir com seu compromisso social e as questões concernentes ao sofrimento humano.</p> Willian Gemelli ##submission.copyrightStatement## https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeusmo/article/view/20187 seg, 11 fev 2019 14:14:02 +0000 O SUS E O SUAS: REFLETINDO A ATUAÇÃO PROFISSIONAL https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeusmo/article/view/20229 <p>O presente trabalho foi desenvolvido a partir de duas entrevistas realizadas<br />com profissionais de politicas públicas, no componente curricular de<br />Psicologia das Políticas Públicas e Direitos Humanos, do curso de psicologia,<br />da Universidade do Oeste de Santa Catarina (UNOESC), Campus de São<br />Miguel do Oeste. Os entrevistados foram um odontólogo da Estratégia Saúde<br />da Família (ESF), e uma psicóloga do Centro de Referência da Assistência<br />Social (CRAS), ambos profissionais atuantes em municípios do Extremo Oeste<br />de Santa Catarina. Com base no discurso dos entrevistados foi possível<br />compreender melhor a dinâmica destes espaços e possibilitar reflexões<br />acerca do tema.<br />As políticas públicas no Brasil passaram por um longo processo até sua<br />efetiva implementação. Precedente a década de 1990 a população era<br />desassistida pelo governo, que não supria as necessidades básicas de<br />atenção em saúde, assistência social, segurança, educação, entre outros.<br />Conforme Paim et al. (2011, p. 11) a reforma sanitária brasileira começou por<br />volta de 1970, sendo um movimento conduzido pela sociedade civil, o que<br />confere a ela seu caráter popular. A sua base advém dos princípios da </p><p>constituição cidadã de 1988, que coloca o estado como responsável pela<br />saúde e bem estar da população. A partir de então se possibilitou a criação<br />de duas importantes políticas púbicas de estado; o Sistema Único de Saúde<br />(SUS) o Sistema Único de Assistência Social (SUAS). O SUS em 1990, vem com<br />a proposta e iniciativa de promover saúde e prevenir doença, além de atuar<br />em três níveis de complexidade, para atender as demandas da população.<br />Já o SUAS em 1993, surge com o intuito de promover cidadania e combater<br />as desigualdades sociais, entrando em vigor após a Lei Orgânica da<br />Assistência Social (LOAS).<br />As equipes de saúde se articulam de modo a compartilhar os<br />conhecimentos para poder atender a clientela do SUS de modo a<br />contemplar os diferentes mecanismos de adoecimentos, para que se possa<br />compreendê-los e trabalhar pela sua melhora integral. O trabalho do<br />profissional da odontologia, juntamente com o técnico em saúde bucal, é<br />garantir o acesso da população a esses serviços de saúde. Os cuidados<br />preventivos e curativos contribuem para a redução das desigualdades<br />sociais marcadas pela arcada dentária, bem como suas implicações na<br />saúde em sua compreensão biopsicossocial.<br />De acordo com Antunes e Narvai (2010, p.361) no Brasil na década de 1950<br />com avanços dos estudos em saúde bucal, foi possível conhecer mais<br />acerca das cáries que atingiam toda a população e encontrou-se uma<br />nova possibilidade. O flúor é um excelente método de prevenção ao<br />desenvolvimento de cáries, visto que o acesso aos serviços de saúde eram<br />escassos e a arcada dentária era um marcador de desigualdade social<br />houve a implementação da lei da fluoretação da água, o objetivo era que<br />um grande contingente de pessoas fosse abrangido e protegido. Em<br />consonância à medida de fluoretação de água, compreendida como uma<br />medida de grande amplitude e rápida, com a política do SUS de 1988 no<br />Brasil instalou-se os consultórios odontológicos nas UBS’s o que ampliou o<br />acesso à saúde bucal. Com a política de 1988 compreende-se que a saúde<br />bucal precisa fazer parte dos atendimentos dos SUS. Ela se encaixa nos<br />princípios de universalidade, integralidade e equidade. Mesmo com </p><p>avanços e maiores acessos da população, existem regiões do país que<br />permanecem com dificuldades com abastecimento de água e acesso em<br />saúde.<br />No decorrer da pesquisa, através da fala do profissional odontólogo,<br />percebeu-se que o município de sua atuação consegue abranger de forma<br />muito positiva sua população, entretanto, é preciso compreender as<br />especificidades de cada lugar, como no caso se trata de um lugar com<br />densidade baixa demográfica, com 1875 habitantes, localizado na região<br />sul, que é conhecida pelo amplo acesso ao SUS e políticas públicas.<br />Conforme mencionado, a organização na UBS ocorre por meio de<br />agendamentos, entretanto sempre há vagas para atendimentos<br />emergenciais, ou seja, as vagas para emergências asseguram um tipo<br />especial de modalidade para quem precisa de um atendimento rápido, que<br />não se encaixa no modo de espera convencional.<br />Outro ponto positivo é que o profissional mesmo com anos de experiência<br />teve em sua graduação estudos e discussões sobre a política do SUS,<br />inclusive, componentes como odontologia social, odontologia preventiva,<br />psicologia aplicada à odontologia, além das discussões, o que lhe conferiu<br />aparato para sua atuação.<br />O SUAS, por sua vez, tem como objetivos, a prevenção de situações de risco<br />por meio do desenvolvimento de potencialidades e aquisições, como<br />também o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários. Destina-se à<br />população que vive em situação de vulnerabilidade social decorrente da<br />pobreza, privação (ausência de renda, precário ou nulo acesso aos serviços<br />públicos, dentre outros) e ou fragilização de vínculos afetivos – relacionais e<br />de pertencimento social (discriminações etárias, étnicas, de gênero ou por<br />deficiências, dentre outras (PNAS, 2004, p.27).<br />"O relevante compromisso ético-político de assistentes sociais e psicólogos/as<br />no SUAS é a permanente reflexão e posição crítica sobre as armadilhas<br />contemporâneas de atribuir unilateralmente aos indivíduos e suas famílias a<br />responsabilidade pelas dificuldades vividas e, como representante funcional<br />do Estado, lutar contra a tendência de assumir posições de controle e </p><p>coerção, mas sim, de garantia de direitos no horizonte da emancipação<br />humana, pois não há cidadãos de segunda classe no Brasil, mas indivíduos<br />com direito às riquezas socialmente produzidas no país (CRP-RS, 2012, p.4)".<br />Dessa forma, o Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), é um dos<br />serviços ofertado pelo SUAS, visando prevenir a ocorrência de situações de<br />risco social através do desenvolvimento e monitoramento das famílias com<br />atividades que promovam o fortalecimento dos vínculos familiares e sociais,<br />aumentando o acesso ao direito da cidadania. Objetivando a prevenção e<br />a promoção da cidadania, possibilitando a autonomia e desconstruindo<br />amarras sociais que privam as pessoas a interferem no seu<br />autodesenvolvimento. Indo ao encontro com a perceptiva e prática<br />profissional da entrevistada, que atua nesse contexto.<br />Em conversas com a profissional do CRAS, percebeu-se em suas falas a<br />preocupação e esforço de seus trabalhos para a articulação e integralidade<br />dos atendimentos, ou seja, trabalhar em rede com os demais serviços<br />ofertados no município que atua, tais como: Assistência Social, Saúde,<br />Educação, Conselho Tutelar, Delegacia, Ministério Público e Poder Judiciário.<br />Segundo a profissional psicóloga, sendo realizados até então dois encontros,<br />para se estudar casos e delimitar ações entre essas equipes. Assim, esse<br />método de trabalho tem como estratégia se utilizar de todos os serviços para<br />promover a autonomia, desenvolvimento e auxílio nas necessidades das<br />famílias e dos usuários, pois, sem essa troca de informações a prática dos<br />profissionais fica fragmentada, sem a possibilidade do trabalho que vise o<br />meio familiar em sua totalidade, sendo essa também uma dificuldade<br />encontrada pela profissional, a qual se dedica para sua efetivação.<br />Diante dessas colocações, percebe-se que as políticas públicas vigentes,<br />atualmente, possibilitaram para um aumento na qualidade de vida das<br />pessoas, bem-estar, autonomia, saúde, dignidade, cidadania, assim<br />auxiliando na garantia de direitos. Entretanto, ainda é necessário avançar,<br />continuar lutando, operacionalizando, estudando e projetando novas<br />possibilidades de enfrentar os obstáculos e prosseguir na oferta de serviços<br />de qualidade à população que deles carecem.</p> Joziane Kuhn, Jaqueline Fabbi, Ana Paula Risson ##submission.copyrightStatement## https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeusmo/article/view/20229 sex, 22 fev 2019 14:25:54 +0000 PSICANÁLISE, GÊNERO E SEXUALIDADE https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeusmo/article/view/20174 <p>As reflexões a seguir foram construídas a partir da proposta da atividade “Café e Psicanálise”, no componente curricular de Técnicas Psicoterapêuticas- Psicanálise, no Sétimo período do curso de Psicologia, da Universidade do Oeste de Santa Catarina, Campi de São Miguel do Oeste. </p><p>Conforme Ceccarelli (2010, p. 270) a expressão gênero é utilizada nas mais diversas ciências, sendo problematizado especialmente nas ciências sociais, antropológicas e psicológicas. Para a antropologia noções de gênero estão ligadas a diferenças anatômicas, a criação simbólica do sexo e, ainda, os modelos de masculino e feminino devem ser compreendidos como uma criação da cultura. Nas relações psico-sociais o gênero é um modo de organização de modelos que são transmitidos, e através do quais as estruturas sociais e as relações entre ambos os sexos se estabelecem, como a divisão do trabalho, relações de poder o que determinam processos de subjetivação e socialização quanto às interações sociais. </p><p>             A psicanálise, partindo das suas compreensões acerca do funcionamento psíquico do ser humano faz contribuições e provoca discussões e reflexões sobre o tema. Mesmo dentro da ciência psicanalítica existem controvérsias e debates entre os autores sobre como procedem, como se compreende as diversas manifestações da sexualidade.</p><p>            Os diferentes pontos de vista partem de interpretações e pressupostos desiguais, ainda dentro da psicanálise. No que concerne a identificações de gênero os fatores sociais seriam capazes de promover interferências, uma vez que os processos constitutivos, os conflitos, os mecanismos intrapsíquicos inconscientes são sempre observados individualmente?  O próprio Freud afirma que toda psicologia individual é, ao mesmo tempo, também psicologia social. E por aí afora se estendem as discussões e jeitos de pensar o ver e o fazer da psicanálise. (CECCARELLI, 2010,p. 271).</p><p>            Para Lacan (1985 Apud Ceccarelli, 2010 ) "a teoria lacaniana critica radicalmente a utilização da noção de “gênero” alegando que tais noções não levam em conta a identidade sexual -construção imaginária- se constitui pela articulação do real e do simbólico. Uma vez que o real do sexo é inacessível, o essencial para a construção da identidade sexual é que ela seja simbolicamente reconhecida pela palavra do outro, encarnada por quem acolhe a criança no mundo. Esse reconhecimento inscreverá o recém nascido na função fálica e transformará a criança em ser falante, homem ou mulher. Nada, no psiquismo, permite que o sujeito se situe como macho ou fêmea, é do outro que o ser humano aprende, peça por peça, o que fazer como homem ou mulher."</p><p>Desde que a ecografia, ainda durante a gestação, identifica a genitália da criança, ela já passa a ser identificada como homem ou mulher, operando mecanismos de exclusão de qualquer outra possibilidade de ser. Ela possuirá um nome, que por si só já carrega uma identidade sexual, que determina quais serão as roupas que poderá ou não usar, a maneira como se portar em meios socais, sobre os espaços que poderá ou não buscar conquistar, etc. E assim por diante, ao longo da vida, deverá assumir socialmente seu sexo morfológico (cisgênero), bem como  as delimitações de suas possibilidades e limites.</p><p>"Dentro de uma teoria psicanalítica que se propõe a compreender o gênero em sua complexidade, que papel atribuir à diferença anatômica? [...] Seria o caso, então, de considerar a materialidade dos corpos, ou para ser mais específico, a diferença sexual, formada pelo discurso? Ou o discurso se apropria dela para imprimir-lhe significados culturais? Para Butler, o sexo não é apenas um dado de natureza, mas tampouco uma simples construção social-discursiva. O sexo é visto pela autora como uma norma cultural que governa a materialização dos corpos. Ou seja, para um corpo poder existir, ele precisa ser sexuado, precisa passar pela iteração e reiteração das normas sexuais e materializar-se forçosamente a partir delas – é uma existência violenta desde as origens. Dessa forma, para a autora, sempre que pensarmos na materialidade de um corpo, teremos que pensar nas normas pelas quais se é possível ser matéria. Em nossa sociedade, a norma é a heterossexualidade, que se apropria da diferença anatômica entre o pênis-falo e a vagina para criar uma hierarquia entre os termos e elevar a lógica fálica ao patamar de norma rígida e transcendente para a assunção de um sexo, tanto para os homens como para as mulheres, como vimos (LATTANZIO, 2011, p. 95)."</p><p>Quando se trata de ser mulher, feminino são diversos os desafios, mecanismos e dispositivos que interferem nesta construção . A moral se coloca como organizadora mediadora, entre a mulher e a sociedade, ela quem regulará as formas de conduta, pensamento, sentimento, sendo forte influência na constituição da subjetividade. Como já muito debatido, Freud, o pai da psicanálise, em seus escritos não aderiu a posicionamentos em defesa das mulheres, nem mesmo mencionou sobre emancipação e igualdade de gênero. Entretanto, seus seguidores, a própria ciência psicanalítica atualmente adota posicionamentos de reflexão e compreensão acerca dos fatores sociais que interferem no que concerne ao lugar na mulher na sociedade, buscando o seu empoderamento e emancipação.</p><p>A psicologia enquanto ciência e profissão faz importantes contribuições para o fomento de debates que discutam e  visem a desnaturalização de discursos normativos e patologizantes sobre orientação sexual e identidade de gênero, bem como o enfrentamento à situações de violência. Para tornar ainda mais evidente para profissionais e cidadãos o posicionamento da psicologia, o Conselho Federal de Psicologia, no ano de 2017, promulgou a resolução 001/1999 que proíbe psicólogos de reforçarem práticas que violem os direitos, realizar cura gay e qualquer outra prática que seja patologizante, bem como, as terapias de conversão. Em  2018, a resolução CFP 001/2018, trata novamente de questões de gênero, voltada às pessoas transexuais e travestis, a mesma possui o objetivo de esclarecer aos profissionais psicólogos quanto à sua atuação referente a este grupo, considerando a constituição de 1988, a Declaração Internacional dos Direitos Humanos, Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, Código de Ética Profissional das Psicólogas e dos Psicólogos, entre outros. Aos psicólogos não é vedado o atendimento as pessoas que pertençam ao público LGBT, é preciso considerar que o sofrimento vivenciado pela pessoa decorre em função de sua inserção em uma sociedade heteronormativa, buscando a superação de suas dificuldades e seu reposicionamento no meio em que vive e em suas relações . </p><p>De acordo com o Código de Ética do Profissional  Psicólogo, este baseará seu trabalho no respeito e na promoção de liberdade, dignidade, igualdade e integridade, visando promover a saúde, qualidade de vida das pessoas e coletividades e  contribuirá para a eliminação de quaisquer formas de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. Atuará com responsabilidade social, analisando crítica e historicamente a realidade política econômica, social e cultural.</p><p>Visto as possibilidades de ser, os fatores influenciadores na constituição da sexualidade, podemos nos questionar: de onde vem o sexos ? O que devemos considerar? O sexo morfológico, o cromossômico, o genético, o endocrinológico e as questões de gênero, as determinações sociais, a atribuição fálica, a escolha do gozo? Em que consiste a diferença dos sexos? Onde ela se encontra? Na linguagem? Na lei? Sem dúvida é complexo o processo de assunção subjetiva do sexo, posto ser tributária de um real incontrolável e independente das formas biológicas, sociais e psicológicas das quais ele emerge. A diferença não é um dado possível de ser localizado, e sua escolha será sempre incerta e ambígua, afinal os caminhos da sexuação são sempre enigmáticos (Ceccarelli, 2010, p. 282 ).</p> JAQUELINE FABBI, ANDERSON LUIS SCHUCK ##submission.copyrightStatement## https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeusmo/article/view/20174 sex, 08 fev 2019 08:51:56 +0000 RESENHA CRÍTICA DO FILME "DECISÕES EXTREMAS" E SUA RELAÇÃO COM A BIOÉTICA HOSPITALAR https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeusmo/article/view/20721 <p>No âmbito da saúde, a bioética refere-se às questões relacionados a vida, a relação<br>profissional-paciente e em relação a pesquisa com seres humanos. Além disso,<br>aborda a ética das questões sociais e dos problemas ambientais. Desse modo,<br>existem princípios básicos da bioética que devem nortear a assistência e a pesquisa<br>do profissional da saúde diante das questões da vida humana: beneficência, não-<br>maleficência, autonomia e justiça.</p> Caroline Kochenborger, Fernanda Luiza Bühring, Amanda Angonese Sebben ##submission.copyrightStatement## https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeusmo/article/view/20721 seg, 13 mai 2019 14:35:39 +0000 DESAFIOS E POSSIBILIDADES AO PSICÓLOGO NA UNIDADE DE PRONTO ATENDIMENTO (UPA) https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeusmo/article/view/20711 <p>Este resumo tem como objetivo descrever a experiência de uma visita na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do município de São Miguel do Oeste -SC, com o intuito de enfatizar a importância do profissional de psicologia dentro da rede de urgências e emergências.</p> Caroline Kochenborger, Fernanda Luiza Bühring, Amanda Angonese Sebben ##submission.copyrightStatement## https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeusmo/article/view/20711 seg, 13 mai 2019 14:38:03 +0000 APADRINHAMENTO ECONÔMICO E O DIREITO FUNDAMENTAL À CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeusmo/article/view/20185 Os arranjos familiares vêm se modificando ao longo das civilizações, lapidando o histórico do abandono e institucionalização de crianças.  Frente a isso, objetivou – se analisar o mecanismo do apadrinhamento econômico como uma alternativa para garantia da convivência familiar de crianças e adolescentes abrigados nas instituições acolhedoras. Denota-se que existem direitos fundamentais especiais destinados às crianças e aos adolescentes. Tais direitos são frutos de conquistas históricas e gradativas, uma vez que, apenas recentemente o processo de reconhecimento e garantia dos direitos fundamentais infanto-juvenis considera crianças e adolescentes como sujeitos de direitos. Finaliza-se com pleno favorecimento frente aos objetivos almejados pelo apadrinhamento econômico/provedor, eis que propõe às crianças a convivência familiar e comunitária, de modo a repercutir positivamente na construção de suas personalidades. Alexandra Vanessa Klein Perico, Catiani Girardi ##submission.copyrightStatement## https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeusmo/article/view/20185 seg, 11 fev 2019 11:33:32 +0000 A (IN)CONSTITUCIONALIDADE DO REGIME DE SEPARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE BENS PARA PESSOAS ACIMA DE 70 ANOS https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeusmo/article/view/20263 <p>O presente artigo tem por finalidade abordar a problemática acerca da (in) constitucionalidade do artigo 1.641, inciso II, do Código Civil Brasileiro, que diz respeito à imposição do regime da separação obrigatória de bens aos maiores de 70 anos de idade. Para melhor compreensão referente à (in) constitucionalidade do referido artigo, buscou-se abordar em primeiro plano o idoso no ordenamento jurídico pátrio, sua participação na sociedade e os mecanismos criados para sua maior proteção, como o Estatuto do Idoso. A diante, a questão do casamento e dos efeitos patrimoniais no regime de bens obrigatório ao idoso acima de 70 anos. Como parâmetros para definir sobre a (in) constitucionalidade do referido artigo, foram analisados princípios constitucionais e o conceito de incapacidade no direito civil. Além de uma posição doutrinária e jurisprudencial sobre o referente assunto abordado. Para tanto, utilizar-se-á pesquisa descritivo-explicativa do tipo documental-bibliográfica, com viés dedutivo, método de interpretação teológico, dedicando-se a pesquisas aos direitos e garantias fundamentais, direitos dos idosos, observamos que tal artigo é totalmente incoerente em face do Direito Constitucional.</p> <p>Palavras–Chave: Inconstitucionalidade. Regime de Bens. Idoso. </p> Ramon Gustavo Maron Furtado ##submission.copyrightStatement## https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeusmo/article/view/20263 qua, 13 mar 2019 13:57:52 +0000 BOAS PRÁTICAS DE HIGIENE CORPORAL: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeusmo/article/view/20757 <p>Introdução: A higiene corporal é um conjunto de cuidados com o corpo, que garantem a limpeza e asseguram uma vida saudável. A abordagem dos cuidados de higiene com crianças se faz importante para que desde a infância adotem medidas que lhes proporcionem bem estar físico e mental, melhor autonomia, autoimagem e proteção contra os agentes externos, evitando possíveis infecções. Objetivo: Relatar uma atividade de educação em saúde com um grupo de alunos do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) sobre as boas práticas de higiene infantil. Método: Relato de experiência de atividade de educação em saúde com crianças que frequentam o CRAS no município de Belmonte (SC). A atividade foi desenvolvida por acadêmicas de Enfermagem da Universidade do Oeste de Santa Catarina, campus São Miguel do Oeste, durante a disciplina de Prática Integrativa V, em abril de 2018. Foi realizada uma introdução sobre práticas de higiene, seguida de dinâmicas envolvendo as crianças, com técnica de lavagem de mãos, com tinta lavável, e feedback do assunto. Resultados: Dos cuidados de higiene, foi dado ênfase na técnica de lavagem de mãos, com boa adesão e diálogo sobre a temática. Os professores relataram ter sido o primeiro trabalho sobre higiene realizado no CRAS, sendo significativo e que adaptariam junto as atividades das crianças. Conclusão: Constatou-se que a atividade foi muito produtiva e de grande aprendizado. Torna-se significativa e notável a discussão sobre a temática para que desde cedo as crianças adquiram hábitos e cuidados voltados à higiene corporal.</p> Camila Amthauer, Milena Djesica Bevilaqua, Rafaela Fátima de Godoi, Natália Geny Degasperin, Sabrina Pollo, Joel Morschbacher ##submission.copyrightStatement## https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeusmo/article/view/20757 ter, 14 mai 2019 13:56:25 +0000