MORAL E DIREITO EM HABERMAS

MORAL E DIREITO EM HABERMAS

  • Celso Paulo Costa

Resumo

Habermas expressa sua atenção a moral, política e direito como elementos chaves de uma análise de complementariedade e diferenciação, elencando quais erros devem ser evitados, buscando o retorno a razão pratica do agir quanto ao teor normativo. A relação é de complementariedade, não subordinação, pois a norma traz preceitos éticos de seu momento na ação cogente estatal através da politica deliberativa, que usa o discurso e linguagem como ferramenta de agir. A crise do bem estar social traz um novo espirito moderno, que pensa através de sí mesmo, como um projeto de futuro e busca seus próprios fundamentos, evitando, portanto, o retorno à um passado exemplar. A junção do pensamento histórico e utópico se desfez, vivemos uma nova obscuridade, manifesto em uma dialética que confronta o falso realismo cientificista, que expressa-se no normativismo abstrato descolado da realidade, perdendo o vínculo com a praxis social; gerando claras implicações politicas, onde o poder público trabalha para eliminar problemas que surgem em uma figura de apaga incêndios, sem propósitos construtivos, evidenciando a crise do welfare state, que esgota seus recursos para manter seu pleno funcionalismo frente a sempre presente escassês e crescentes demandas. Objetiva a recuperação entre o pensamento histórico e o pensamento utópico, para saber quais os recursos que a sociedade tem para resolver seus problemas e como recuperar a capacidade de agir político: reconstruindo as fagulhas e centelhas de uma razão existente, descrevendo o mundo de uma maneira que ele deveria ser, mas não é. 

Publicado
05-07-2019
Como Citar
Costa, C. P. (2019). MORAL E DIREITO EM HABERMAS: MORAL E DIREITO EM HABERMAS. Anuário Pesquisa E Extensão Unoesc Chapecó, 4, e21278. Recuperado de https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeucco/article/view/21278
Edição
Seção
Área da Ciência Jurídica – Resumos