TEORIA DA AÇÃO COMUNICATIVA

  • Celso Paulo Costa

Resumo

Jürgen Habermas, filósofo e sociólogo alemão, vinculado à Escola de Frankfurt e participante da tradição da teoria crítica e do pragmatismo, formulou, em 1981, a Teoria da Ação Comunicativa (TAC), que, hodiernamente, é uma das melhores orientações acadêmicas sobre a derrocada do socialismo real. Esse princípio baseia-se, prioritariamente, na ação comunicativa e seus conceitos complementares, como, por exemplo, o Mundo da Vida (MV), que fomenta possíveis interpretações utópicas da realidade social. Todavia, no momento em que mostra uma ruptura com a centralidade da categoria do trabalho e rompe com propostas tradicionais, como essa suposição vincula-se à ética do discurso e explica a relação entre os seres humanos? O autor, que desfruta de ampla legitimidade, discorre sobre a influência das palavras nos atos humanos, fundamentando que a linguagem é capaz de transformar inúmeros aspectos no mundo. Nesse viés, Habermas afasta-se de figuras como Adorno e Horkheimer, que procuravam não racionalizar noções da modernidade, utilizando, para tal, a Indústria Cultural. Ele, portanto, prioriza as ações da natureza comunicativa, ou seja, ações que se referem à intervenção no diálogo entre vários sujeitos. Dessa forma, a ação comunicativa de Habermas constitui uma classe de interação “em que todos os participantes harmonizam entre si” e, através dela, o MV é colocado em prova, porque seria nele que ela ocorreria. Nesse ínterim, essa teoria, embora provoque razoabilidades, é audaciosa e bem expressa, baseando-se em inúmeros autores conceituados no ramo filosófico.
Publicado
17-12-2018
Como Citar
Costa, C. P. (2018). TEORIA DA AÇÃO COMUNICATIVA. Anuário Pesquisa E Extensão Unoesc Chapecó, 4, e20030. Recuperado de https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeucco/article/view/20030
Edição
Seção
Área da Ciência Jurídica – Resumos