CULTURA E FORMAÇÃO JURÍDICA NO BRASIL

  • Celso Paulo Costa

Resumo

Ao outorgar a primeira Constituição Brasileira, em 1824, Dom Pedro I entendeu que não bastava somente a criação de leis próprias – seria necessário que houvesse alguém capaz de executá-las. Diante disso, em 11 de agosto de 1827, foram criados os dois primeiros cursos de Direito no país, em Olinda e em São Paulo. Diferente do quadro de carência profissional inicial, o Censo da Educação Superior realizado anualmente pelo Inep, regitrou  em 2017, 1203 cursos de direito, em 923 instituições no país, colocando o Direito na lista do três cursos mais procurados. Diante desse quadro pergunta-se quais são os desafios que os bacharéis em Direito enfrentam ao ingressarem no mercado? O horizonte da pergunta acena como resposta que, diferente da concepção tradicional em que os bacharéis de Direito se restringia a advocacia, as opções hoje são diversas - podendo incluir desde a atuação na área do funcionalismo público (como no Ministério Público), cargos na Receita Federal, delegado de polícia, cargos administrativos, consultoria empresarial, política, etc. Muito embora essa diversidade de campos de atuação, a necessidade de preparação frente aos avanços tecnológicos é um elemento fundamental da formação e atuação jurídica. Richard Susskind, doutor e professor de direito em Londres, em sua obra, O Futuro do Direito, alerta sobre a possibilidade de a profissão de advogado estar ameaçada pela tecnologia, e como a modernização da profissão é imprescindível para a adaptação dos advogados a essas mudanças.
Publicado
17-12-2018
Como Citar
Costa, C. P. (2018). CULTURA E FORMAÇÃO JURÍDICA NO BRASIL. Anuário Pesquisa E Extensão Unoesc Chapecó, 4, e20019. Recuperado de https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/apeucco/article/view/20019
Edição
Seção
Área da Ciência Jurídica – Resumos