Fatores de risco para o pé diabético

  • Isadora Lemos Buzzacaro Universidade do Oeste de santa Catarina
  • Larrissa Aparecida Vargas Universidade do Oeste de Santa catarina
  • Vilma Beltrame universidade do oeste de santa catarina http://orcid.org/0000-0002-9639-6403

Resumo

Este é um estudo transversal de abordagem quantitativa, com o objetivo de identificar os fatores de risco para o desencadeamento do Pé Diabético em pacientes atendidos na Atenção Básica. Foram examinados 82 diabéticos dos quais 70,7% eram do sexo feminino. A média de idade foi de 62,4(±12,2) anos. Quanto ao tipo de Diabetes Melitus (DM), 73,2% dos participantes possuem o DM tipo 2, e 26,8%, DM tipo 1. O diagnóstico de DM para 43,9% ocorreu há mais de 10 anos. No exame dos pés observaram-se as condições dermatológicas, estrutural, circulatória e neurológica por meio do monofilamento de 10g Semmes-Weinstem. Constatou-se que 72% dos diabéticos apresentavam anidrose, 91,5% apresentavam corte de unha incorreto e 48,8%, unha encravada; 12,2% relataram já ter apresentado úlceras nos pés, e 2,4% apresentavam úlcera no momento da avaliação. O pé de Charcot foi identificado em 2,4% dos diabéticos, e joanete em 7,3%. Observou-se que 78% dos participantes exibiam perfusão periférica normal em ambos os pés, 19,5% apresentavam enchimento capilar maior que 10 segundos, 76,8% apresentaram pulso pedial e pulso tibial normais, e 20,7% não possuíam pilificação. A sensibilidade protetora plantar estava ausente em 79,3%, na região de calcâneo do pé esquerdo, seguido de 74,4% em região lateral interna do pé direito. Com base na classificação de risco do Ministério da Saúde (MS), conclui-se que 54,9% diabéticos apresentaram risco 1, seguidos de 14,6% com risco 2, e de 9,8% com risco 3; 20,7% não apresentam risco. Diante do exposto, evidencia-se a necessidade de atendimento interdisciplinar para a identificação do risco para o PD e posteriores intervenções para o tratamento e prevenção desses fatores, uma vez que essa complicação é passível de prevenção. Salienta-se que o trabalho desenvolvido pelo profissional enfermeiro é de vital importância nesse cenário.

Palavras-chave: Pé diabético. Atenção básica. Prevenção primária.

Biografia do Autor

Vilma Beltrame, universidade do oeste de santa catarina

professora do curso de enfermagem

professora do mestrado em Biociencias na saúde

Graduada em enfermagem

mestrado em assistência de enfermagem

Doutorado em gerontologia biomédica

Publicado
19-06-2018
Como Citar
Buzzacaro, I. L., Vargas, L. A., & Beltrame, V. (2018). Fatores de risco para o pé diabético. Anais Da Semana Acadêmica E Mostra Científica De Enfermagem, 16. Recuperado de https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/anaissamcenf/article/view/16246
Edição
Seção
Resumos