ANTIASMÁTICOS: AGONISTAS β2-ADRENÉRGICOS E METILXANTINAS

  • Anderson Nardi
  • Caroline Aparecida Branco Universidade do Oeste de Santa Catarina
  • Alessandra Cima Smialoski Universidade do Oeste de Santa Catarina
  • Bianca de Oliveira Universidade do Oeste de Santa Catarina
  • Luana Aparecida Bortolli Universidade do Oeste de Santa Catarina

Resumo

Asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, associada à hipersensibilidade, que apresenta episódios de chiados, falta de ar, sensação de aperto no peito e tosse. As crises asmáticas podem ser precipitadas por exercícios físicos, distúrbios emocionais, inalação de ar frio ou de agentes irritantes e exposição a alérgenos específicos, como salicilatos e sulfitos. A maior preocupação no atendimento odontológico do paciente asmático deve ser a prevenção da crise aguda de asma. Por meio de um levantamento bibliográfico nas bases de dados SciELO, MEDLINE e BBO, são apresentados o mecanismo de ação, os efeitos terapêuticos e as implicações para a odontologia de duas classes de antiasmáticos: os agonistas β2-adrenérgicos e as metilxantinas. Os agonistas β2-adrenérgicos são catecolaminas estruturalmente modificadas que permitem o aumento da seletividade para estimular os receptores adrenérgicos β2 pulmonares; há dois tipos desses agonistas: os de ação curta, com efeitos broncodilatadores de 4 e 6 horas (Salbutamol – Aerolin®), e os de ação prolongada, com efeitos broncodilatadores e broncoprotetores, que duram 12 horas (Salmeterol – Serevent®). As metilxantinas são substâncias alcaloides com capacidade de relaxar a musculatura lisa, notavelmente a brônquica, por meio da inibição da fosfodiesterase, e são representadas pela Teofilina (Teolong®) e pela Aminofilina (Aminolex®). O cirurgião-dentista deve considerar as implicações que podem ser geradas dentro do consultório odontológico, solicitando ao paciente que traga o nome das medicações em uso e sua bombinha de asma como precaução, em caso de manifestações da doença. Em pacientes asmáticos alérgicos aos sulfitos, evita-se o emprego de anestésicos locais com epinefrina, e para asmáticos alérgicos aos salicilatos, deve-se evitar a prescrição de anti-inflamatórios não esteroidais, pelo risco de sensibilidade cruzada e desencadeamento de uma crise aguda. O cirurgião-dentista deve estar atento a exacerbações de emergência que possam ocorrer durante a consulta, e estar preparado para controlá-las ou para encaminhar seu paciente ao pronto-atendimento.

Palavras-chave: Asma. Antiasmáticos. Broncodilatadores.

Publicado
01-09-2015
Como Citar
Nardi, A., Branco, C. A., Cima Smialoski, A., de Oliveira, B., & Bortolli, L. A. (2015). ANTIASMÁTICOS: AGONISTAS β2-ADRENÉRGICOS E METILXANTINAS. Ação Odonto, 3(1), 10. Recuperado de https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/acaodonto/article/view/7148
Seção
Resumo Categoria I