ANÁLISE MICROBIOLOGICA DO LÍQUIDO DE ARMAZENAMENTO DE DENTES NO BANCO DE DENTES HUMANOS DA UNOESC

  • Jéssica Regina Gobbi UNOESC
  • Marina Sprandel UNOESC
  • Fabiola Remor UNOESC
  • Luana Bortolli UNOESC
  • Janaina Pitt
  • Léa Maria Franceschi Dallanora UNOESC
  • Fabio Jose Dallanora UNOESC

Resumo

A biossegurança abrange um conjunto de medidas as quais impedem que microrganismos patogênicos sejam transmitidos de um local para outro. O controle da infecção cruzada é de suma importância para a proteção do cirurgião dentista, paciente e sua equipe. Após realizar uma exodontia, os elementos dentais são encaminhados para armazenamento em locais específicos, legalizados e denominados Banco de Dentes Humanos (BDH). No Curso de Odontologia da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), os elementos constituintes do BDH são recebidos por doação, então catalogados, higienizados com água e sabão, acondicionados em papel grau e autoclavados, para posterior armazenamento em frascos contendo água destilada, qual é trocada semanalmente e tem por finalidade a manutenção da hidratação dos mesmos. Identificar em laboratório a presença ou não de bactérias contaminantes no líquido dos frascos de dentes armazenados no banco de dentes, enfatizando a importância da biossegurança frente à infecção cruzada, é importante, para garantir a qualidade do processo, a manutenção da esterilidade e a segurança dos pesquisadores que se servem desse material.  Para este estudo foram escolhidos, de forma aleatória,  quatro frascos, contendo, em média, 350 dentes cada um. A análise realizada por cultura nos meios de agar CLED, agar MacConkey, Agar Muller Hinton e Agar mitis salivarius mostrou o desenvolvimento de cocos gram positivo e bacilos gram negativo, os quais, posteriormente, foram  identificados pela análise bacteriológica como Staphilococcus saprophiticus, Escherichia coli, Micrococus sp e lactobacilos sp. Isso mostrou que houve contaminação por enterobactérias no frasco em algum momento na manipulação. O uso de EPIs na manipulação e a mudança de forma de armazenamento e manipulação devem ser considerados, uma vez que a contaminação cruzada deve ser evitada como medida de proteção e cuidado individual e coletivo, minimizando riscos de transmissão de doenças infectocontagiosas aos usuários do material armazenado nesse local.

Palavras-chave: Biossegurança. Controle de infecções. Microrganismos

 

Biografia do Autor

Léa Maria Franceschi Dallanora, UNOESC

Professora de Diagnóstico V, Clínica I e II do Curso de Odontologia da Universidade do Oeste de Santa Catarina- Unoesc. Cirurgiã-Dentista, Mestre em Odontologia Especialista em Ortodontia e Odontopediatria, Rua Getúlio Vargas, Bairro Flor da Serra, n. 2125- Joaçaba- SC 89654-000; lea.dallanora@unoesc.edu.br

Fabio Jose Dallanora, UNOESC

Farmacêutico e Bioquímico. Professor de Mecanismos de Agressão e Defesa do Curso de Odontologia da Universidade do Oeste de Santa Catarina – Unoesc. Especialista em Citopatologia e Farmácia magistral. Rua Getulio Vargas, Bairro Flor da Serra, n. 2125- Joaçaba- SC 89654-000; fabio.dallanora@unoesc.edu.br

Publicado
27-11-2014
Como Citar
Gobbi, J. R., Sprandel, M., Remor, F., Bortolli, L., Pitt, J., Dallanora, L. M. F., & Dallanora, F. J. (2014). ANÁLISE MICROBIOLOGICA DO LÍQUIDO DE ARMAZENAMENTO DE DENTES NO BANCO DE DENTES HUMANOS DA UNOESC. Ação Odonto, 2(3), 9. Recuperado de https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/acaodonto/article/view/6183
Seção
Resumo Categoria I