A EFETIVIDADE DO METILPARABENO COMO CONSERVANTE DE DENTES HUMANOS

  • Léa Maria Franceschi Dallanora Unoesc - Universidade do Oeste de Santa Catarina
  • Juliana Arcego Filipin Unoesc - Universidade do Oeste de Santa Catarina
  • Juliana Langer Unoesc - Universidade do Oeste de Santa Catarina
  • Liliam Daniela Ghiggi Unoesc - Universidade do Oeste de Santa Catarina
  • Fábio José Dallanora Unoesc - Universidade do Oeste de Santa Catarina
  • Leonardo Flores Luthi Unoesc - Universidade do Oeste de Santa Catarina

Resumo

Os bancos de dentes humanos ocupam um importante espaço dentro das faculdades de odontologia, pois são locais utilizados para armazenagem de dentes humanos, porém, os dentes recém-extraídos devem ser considerados uma fonte de contaminação cruzada, assim, a correta descontaminação e armazenagem permitem a manutenção das propriedades físicas dentais e a diminuição do risco de contaminação cruzada. O objetivo com o estudo foi comparar se ocorreu diferença entre o armazenamento dos dentes humanos em H2O destilada e em H2O destilada mais o conservante metilparabeno 0,2% quanto à microdureza do esmalte, durante o período de três meses, e a efetividade do metilparabeno como conservante na armazenagem de dentes humanos. O trabalho foi realizado por meio de um estudo in vitro com dentes humanos no laboratório do Banco de Dentes da Unoesc Joaçaba, armazenados em H2O destilada e solução de metilparabeno 0,2% com água destilada, utilizando-se para os testes o microdurômetro e a técnica de semeadura por esgotamento para análise microbiológica. Mediante os resultados, foi observado que não ocorreu diferença estatisticamente significante na microdureza do esmalte dos elementos dentais, tanto nos armazenados em água destilada quanto nos armazenados em solução de metilparabeno 0,2%.

Os parabenos foram efetivos nos primeiros 30 dias, perdendo sua capacidade inibitória nas amostras subsequentes, em 60 e 90 dias. Conclui-se, então, que ambas as soluções, de H2O destilada e de metilparabeno 0,2% com água destilada, podem ser utilizadas para o armazenamento de dentes, pois não alteram suas propriedades físicas e são eficazes no controle da contaminação durante os primeiros 30 dias.

 

Palavras-chave: Dente. Armazenamento de substâncias, produtos e materiais. Água destilada. Metilparabeno.

Biografia do Autor

Léa Maria Franceschi Dallanora, Unoesc - Universidade do Oeste de Santa Catarina
Professora da Universidade do Oeste de Santa Catarina - Campus Joaçaba
Juliana Arcego Filipin, Unoesc - Universidade do Oeste de Santa Catarina

Academica do curso de Odontologia da Universidade do Oeste de Santa Catarina

Juliana Langer, Unoesc - Universidade do Oeste de Santa Catarina

Academica do curso de Odontologia da Universidade do Oeste de Santa Catarina

Liliam Daniela Ghiggi, Unoesc - Universidade do Oeste de Santa Catarina

Academica do curso de Odontologia da Universidade do Oeste de Santa Catarina

Fábio José Dallanora, Unoesc - Universidade do Oeste de Santa Catarina
Professor da Universidade do Oeste de Santa Catarina - Campus Joaçaba
Leonardo Flores Luthi, Unoesc - Universidade do Oeste de Santa Catarina
Professor da Universidade do Oeste de Santa Catarina - Campus Joaçaba

Referências

REFERÊNCIAS

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Publicado
07-03-2016
Como Citar
Franceschi Dallanora, L. M., Arcego Filipin, J., Langer, J., Ghiggi, L. D., Dallanora, F. J., & Flores Luthi, L. (2016). A EFETIVIDADE DO METILPARABENO COMO CONSERVANTE DE DENTES HUMANOS. Ação Odonto, 3(2), 41-50. Recuperado de https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/acaodonto/article/view/6097