Relação entre os anestésicos locais e a hipertermia maligna

  • Gabriela Bohneberger Universidade do Oeste de Santa Catarina
  • Aline Wirth Dalberti Universidade do Oeste de Santa Catarina
  • Dianara Locatelli Universidade do Oeste de Santa Catarina
  • Juliana Sales Universidade do Oeste de Santa Catarina
  • Bruna Carneiro Camargo Universidade do Oeste de Santa Catarina
  • Maicon Douglas Pavelski Universidade do Oeste de Santa Catarina

Resumo

A hipertermia maligna (HM) é um distúrbio hereditário raro. É caracterizada por um aumento do metabolismo associado, na maioria das vezes, à anestesia geral pela exposição a agentes desencadeantes, como relaxantes musculares, principalmente a succinilcolina, e anestésicos inalatórios halogenados. No passado, também era relacionada com o uso de anestésicos locais do tipo amida, os quais são muito utilizados em procedimentos odontológicos, o que causou por muito tempo uma restrição absoluta em relação ao uso desses anestésicos em pacientes suscetíveis ou com histórico familiar de HM. O presente trabalho consiste em uma revisão de literatura em artigos relacionados e livros de Farmacologia e Anestesiologia, tendo como finalidade apresentar a HM, bem como identificar os sinais e o tratamento, além de enfatizar que o uso de anestésicos locais do tipo amida foram erroneamente relacionados à HM. A desordem é provocada por um gene alterado, relacionado aos receptores dos canais de cálcio da célula muscular, causando desequilíbrio intracelular. Os sinais da HM são representados por rigidez muscular, taquicardia, cianose, hipertermia, arritmia e acidose metabólica; quando identificados é preciso suspender o uso do agente desencadeante e administrar, via intravenosa, o antagonista dantrolene sódico, além do controle dos outros sinais. Muitas vezes os hospitais não possuem ou não há a quantidade suficiente de medicamento para reverter uma crise, perante a raridade da desordem e o elevado custo do fármaco. No contexto odontológico não há restrição para o uso de anestésicos locais em pacientes suscetíveis, pois agindo de forma isolada não há relatos de HM provocada por anestésicos locais do tipo amida. Nos casos relacionados à HM, observou-se a presença de substâncias desencadeadoras, sendo estas as responsáveis pelas crises. Diante disso o uso dos anestésicos locais do tipo amida é considerado seguro para tratamentos odontológicos em pacientes suscetíveis à HM.

Palavras-chave: Hipertermia maligna. Odontologia. Anestésicos locais.
Publicado
11-09-2018
Como Citar
Bohneberger, G., Dalberti, A. W., Locatelli, D., Sales, J., Camargo, B. C., & Pavelski, M. D. (2018). Relação entre os anestésicos locais e a hipertermia maligna. Ação Odonto. Recuperado de https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/acaodonto/article/view/17270
Seção
Resumo Categoria II