A escleroterapia como tratamento de hemangioma labial: relato de caso clínico

  • Leonardo Rosalen da Silva Universidade Do Oeste de Santa Catarina
  • Rafael Vigolo Universidade do Oeste de Santa Catarina
  • Venessa Einsfeld
  • Grasieli de Oliveira Universidade do Oeste de Santa Catarina
  • Acir José Dirschnabel Universidade do Oeste de Santa Catarina

Resumo

Tumor vascular benigno, geralmente congênito, o hemangioma é caracterizado por um acúmulo anormal de vasos sanguíneos na pele ou nos órgãos internos. A lesão pode se desenvolver em qualquer parte do corpo, com maior ocorrência na região da cabeça e pescoço; na cavidade bucal, lábios, língua e mucosa jugal são as áreas mais afetadas. No presente trabalho tem-se como propósito relatar um caso clínico realizado no componente curricular Diagnóstico VI, sobre a realização da escleroterapia por meio da aplicação de Ethamolin em um hemangioma localizado no lábio inferior. Paciente do sexo feminino, 25 anos, leucoderma, sistemicamente hígida, compareceu à Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc) com a seguinte queixa: “Tenho uma bolinha no lábio de baixo que me incomoda”. Clinicamente a lesão foi descrita como uma bolha de consistência firme, lisa, arredondada, medindo 3 mm em seu maior diâmetro, limites imprecisos, base séssil, coloração arroxeada, em lábio inferior (próximo ao ângulo da boca). Para fins diagnósticos, seguiu-se com a manobra de vitropressão, resultando em um desparecimento da lesão e, assim, determinando o diagnóstico como um hemangioma. Convencionou-se por aplicação de Ethamolin na tentativa de obliteração dos vasos. A anestesia mostrou-se efetiva por meio do bloqueio de nervo mentual direito. Após a diluição de 2 ml de soro fisiológico para 2 ml de Ethamolin, foi feita a aplicação lenta de 0,5 ml da substância em três pontos de punção (0,2 ml+0,2 ml+0,1 ml). O mesmo procedimento foi realizado novamente 15 dias após a primeira aplicação, contudo utilizando apenas 0,3 ml da solução (0,1 ml+0,1 ml+0,1 ml), perante a considerável regressão da lesão já analisada. Posterior às aplicações contatou-se ausência da tumefação arroxeada, corroborando a involução da patologia. Logo, conclui-se que, além de relativamente simples de ser executada, a terapia mostra-se efetiva, minimizando inconveniências como problemas estéticos e hemorragias graves.

Palavras-chave: Diagnóstico. Hemangioma. Escleroterapia.

Publicado
11-09-2018
Como Citar
Silva, L. R. da, Vigolo, R., Einsfeld, V., Oliveira, G. de, & Dirschnabel, A. J. (2018). A escleroterapia como tratamento de hemangioma labial: relato de caso clínico. Ação Odonto. Recuperado de https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/acaodonto/article/view/17182
Seção
Resumo Categoria III