Manejo odontológico de pacientes HIV positivos: aspectos medicamentosos

  • Ian Francescon
  • Daniela da Rocha Pinto
  • Andressa Elisa Kamp
  • Wilson Frozza Junior
  • Gabrielli Cabral Farias
  • Joao Pedro Kucher
  • Anderson Nardi

Resumo

É comum profissionais odontólogos depararem-se com pacientes portadores de HIV; muitas vezes o próprio paciente nem suspeita da infecção ou não a informa. Portanto, é imprescindível que o cirurgião-dentista (CD) saiba identificar manifestações orais provocadas pela presença do vírus no organismo e adote medidas de precaução, para atuar de forma segura. O objetivo com este trabalho é aprofundar o conhecimento sobre manifestações bucais decorrentes do HIV, além de conhecer alguns fármacos utilizados por pacientes soropositivos e possíveis reações adversas provocadas por interações com medicamentos rotineiramente utilizados no ambiente odontológico. Trata-se de uma revisão de literatura elaborada por meio de levantamento de artigos no banco de dados SciELO e em livros de Farmacologia e Terapêutica Medicamentosa. A presença do HIV no organismo tende a deixar o hospedeiro mais suscetível a infecções oportunistas, e muitas delas acometem a cavidade oral, por isso, o CD pode ser o primeiro a reconhecer as alterações causadas pelo vírus. Atualmente, muitas alterações estão controladas em razão da terapia antirretroviral; porém o CD deve estar atento ao receitar medicamentos para pacientes soropositivos, pois podem ocorrer reações adversas provenientes de interações medicamentosas. Depressão e ansiedade são comuns em pacientes HIV positivos; alguns fármacos utilizados no tratamento de manifestações bucais, como cetoconazol e itraconazol, potencializam efeitos sedativos de ansiolíticos benzodiazepínicos, principalmente do midazolam, quando feitas interações medicamentosas. Outras reações acontecem por meio da associação de antidepressivos tricíclicos e anestésicos locais contendo vasoconstritores do grupo aminas simpaticomiméticas, potencializando efeitos das drogas adrenérgicas. Para prevenir contaminação cruzada são usados Equipamentos de Proteção Individual e materiais clínicos esterilizados. Cabe ressaltar que além da importância significativa no diagnóstico precoce da infecção pelo HIV, o CD está apto a prescrever medicamentos que aliviam incômodos ocasionados pelas manifestações bucais e também possui papel fundamental no controle da transmissão cruzada, evitando exposição individual e coletiva a riscos evitáveis.

Palavras-chave: AIDS. Antirretrovirais. HIV. Infecção cruzada. Manifestações bucais.

Publicado
11-09-2018
Como Citar
Francescon, I., Pinto, D. da R., Kamp, A. E., Frozza Junior, W., Farias, G. C., Kucher, J. P., & Nardi, A. (2018). Manejo odontológico de pacientes HIV positivos: aspectos medicamentosos. Ação Odonto. Recuperado de https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/acaodonto/article/view/17098
Seção
Resumo Categoria I