Biópsia excisional em dorso de língua: relato de caso clínico

  • Rafael Vigolo Universidade do Oeste de Santa Catarina
  • Leonardo Rosalen da Silva Universidade do Oeste de Santa Catarina
  • Luiz Bageston Portella Universidade do Oeste de Santa Catarina
  • Grasieli de Oliveira Ramos Universidade do Oeste de Santa Catarina
  • Acir José Dirschnabel Universidade do Oeste de Santa Catarina

Resumo

 

Como um exame complementar de fácil acesso para o cirurgião dentista, a biópsia tem por finalidade remover um fragmento de tecido vivo que posteriormente será encaminhado para exame histopatológico. Neste estudo pretende-se descrever a realização de biópsia excisional em dorso de língua de uma lesão clinicamente diagnosticada como neoplasia benigna de tecido mole. Paciente do sexo masculino, 51 anos, sistemicamente hígido, encaminhado pela UBS de Capinza, SC, relata o aparecimento de uma bolinha branca no lado esquerdo da língua, a qual está crescendo e causando incômodo, embora já tenha se acostumado com ela. Clinicamente a lesão foi descrita como uma pápula arredondada, localizada em dorso de língua, porção anterior, lado esquerdo com limites precisos, hipocrômica, 3 mm em seu maior diâmetro, com base séssil, consistência firme de textura áspera, contornos nítidos, com as seguintes hipóteses de diagnóstico: fibroma, papiloma e fibroma de células gigantes. Optou-se por realização de biópsia excisional, por se tratar de uma lesão pequena, com menos de 2,5 cm, com facilidade de acesso. Após assepsia intra e extraoral, fez-se anestesia tópica com benzocaína nos pontos de punção da agulha; posteriormente, na técnica de infiltração local, usou-se um tubete de mepivacaina 2% com adrenalina 1:100.000. Após o início do efeito anestésico, deu-se sequência à técnica: o bisturi, com uma lâmina número 15, foi inserido de forma angulada no tecido, visando remover o tecido em formato elíptico no qual as incisões convergissem em profundidade para que suas extremidades se encontrassem, objetivando remover toda lesão e facilitar sutura do tecido remanescente sem maceramento. Após a retirada do tecido, fez-se uma sutura em ponto simples com fio 4-0. Acondicionou-se o espécime retirado em formol 10%, com quantidade 10 vezes maior que o tamanho da peça, o qual foi enviado ao histopatológico para exames microscópicos a fim de estabelecer correto diagnóstico.

Palavras-chave: Biópsia excisional. Pápula. Neoplasia benigna.

Biografia do Autor

Rafael Vigolo, Universidade do Oeste de Santa Catarina
Odontologia, área de ciências da vida
Leonardo Rosalen da Silva, Universidade do Oeste de Santa Catarina
Odontologia, área de ciências da vida
Luiz Bageston Portella, Universidade do Oeste de Santa Catarina
Odontologia, área de ciências da vida
Grasieli de Oliveira Ramos, Universidade do Oeste de Santa Catarina
Odontologia, área de ciências da vida
Acir José Dirschnabel, Universidade do Oeste de Santa Catarina
Odontologia, área de ciências da vida
Publicado
14-03-2018
Como Citar
Vigolo, R., Silva, L. R. da, Portella, L. B., Ramos, G. de O., & Dirschnabel, A. J. (2018). Biópsia excisional em dorso de língua: relato de caso clínico. Ação Odonto, (2). Recuperado de https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/acaodonto/article/view/15909
Seção
Resumo Categoria II