Estimulantes da salivação

  • Heloisa Reffatti Nesello Universidade do Oeste de Santa Catarina- UNOESC
  • Julia Gabriela Bressiani
  • Isabel Cristina Peterle
  • Bárbara Thalia Lausche Lós
  • Larissa Galiassi
  • Anderson Nardi

Resumo

A saliva humana é um fluído complexo produzido pelas glândulas salivares as quais, às vezes, apresentam defeitos, como em pacientes com xerostomia ou hipossalivação, podendo-se utilizar fármacos estimulantes ou substitutivos salivares. O objetivo com este trabalho foi evidenciar a ação dos fármacos estimulantes e análogos da saliva, explicando efeitos adversos, posologia e interação medicamentosa. A revisão de literatura foi realizada em artigos publicados nas bases de dados SciELO e Capes e em livros de Fisiologia humana e farmacologia aplicada à odontologia. A Cevimelina (Evoxac®) e a Pilocarpina (Salagen®) são fármacos utilizados para estimular a salivação e ambos atuam nos receptores muscarínicos não-seletivos, como agonistas parassimpaticomiméticos dos receptores M3 da acetilcolina, estimulando a secreção das glândulas exócrinas. Embora não disponível no Brasil, a Cevimelina é mais segura, com menores taxas de efeitos adversos por ser mais seletiva sobre receptores M37. As doses recomendadas via oral são: Cevimelina 30 mg e Pilocarpina 5 mg, três vezes ao dia, 30 minutos antes das refeições, tendo absorção reduzida quando ingeridas com alimentos. Podem apresentar alguns efeitos adversos como cefaleia, lacrimejamento, sudorese, náuseas, diarreia, tremores, além disso, a Cevimelina pode causar distúrbios visuais. Não são conhecidas interações medicamentosas desses fármacos. A saliva artificial (Salivan®) é usada quando as glândulas salivares não produzem saliva, pois ela atua como substitutiva salivar para aliviar os sintomas ou a falta dela. Consiste em uma solução aquosa de sais minerais, como cálcio e fosfato, é composta por mucinas de origem animal ou derivados de carbometilcelulose, possui capacidade antimicrobiana feita por enzimas, apresenta agentes de sabor (açúcares não cariogênicos – sorbitol e xilitol) e seu pH mostra-se geralmente entre 4 e 7. Muitos pacientes apresentam inadequada função salivar e têm maior suscetibilidade para desenvolver infeções orais, complicações associadas à fala, mastigação e deglutição, recomendando-se, assim, a utilização desses fármacos pelo profissional mais competente nessa área, o cirurgião-dentista.

Palavras-chave: Saliva artificial. Estimulantes salivares. Xerostomia. Hipossalivação. Odontologia.
Publicado
14-03-2018
Como Citar
Nesello, H. R., Bressiani, J. G., Peterle, I. C., Lós, B. T. L., Galiassi, L., & Nardi, A. (2018). Estimulantes da salivação. Ação Odonto, (2). Recuperado de https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/acaodonto/article/view/15880
Seção
Resumo Categoria I