ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS DA ANSIEDADE E DO MEDO E IMPLICAÇÕES NA ODONTOLOGIA

  • Gabriela Bohneberger
  • Dianara Locatelli
  • Lucas Luiz Caré
  • Juliana Sales
  • Thalita Gomes de Oliveira
  • Anderson Nardi

Resumo

A homeostasia do organismo humano pode sofrer alterações quando se encontra em situações de apreensão e tensão, entre as quais estão o medo e a ansiedade, que se evidenciam com o surgimento de algo novo ou ameaçador. O objetivo neste trabalho foi apresentar as alterações fisiológicas do corpo humano relacionadas ao medo e à ansiedade, evidenciando algumas causas e sintomas e abordando o tema no contexto odontológico. O levantamento bibliográfico dessa revisão de literatura baseou-se em artigos científicos das bases de dados SciELO e BIREME, além de livros de Fisiologia e Farmacologia. As alterações fisiológicas estão intimamente relacionadas ao estado emocional e físico do paciente. Ao interpretar uma situação como ameaçadora ou tensa, o organismo entra em estado de alerta e começa a sofrer alterações. Os sintomas do medo e da ansiedade variam entre sensação de asfixia, tontura, sudorese, tremores, agitação, nervosismo, palpitações e angústia. Esses sintomas estão interligados com a liberação excessiva ou escassa de neurotransmissores (serotonina, norepinefrina, GABA). As reações, assim como os sintomas de pessoas ansiosas ou amedrontadas, têm consequências diretas no seu dia a dia. Profissionais da área odontológica encontram dificuldades ao tratar pacientes que manifestam medo ou ansiedade durante os procedimentos. Por isso, é imprescindível o conhecimento das causas para tornar os procedimentos mais confortáveis ao indivíduo e seguros ao profissional, além da importância de detectar patologias como bruxismo e distúrbios da articulação temporomandibular (DTMs), que podem ter relação direta com a ansiedade e o medo. O paciente pode buscar auxílio para tratar esses transtornos com terapias cognitivo-comportamentais que utilizam técnicas de relaxamento e autoconhecimento, medicamentos inibidores da recaptação de serotonina e inibidores da recaptação de norepinefrina, benzodiazepínicos, acupuntura, homeopatia, entre outros. O controle da ansiedade otimiza o tratamento odontológico, uma vez que o paciente tranquilo se torna mais cooperativo e tolerante à sensação dolorosa.

Palavras-chave: Ansiedade. Medo. Odontologia.

Publicado
14-03-2017
Como Citar
Bohneberger, G., Locatelli, D., Caré, L., Sales, J., Oliveira, T., & Nardi, A. (2017). ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS DA ANSIEDADE E DO MEDO E IMPLICAÇÕES NA ODONTOLOGIA. Ação Odonto, (2). Recuperado de https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/acaodonto/article/view/12489
Seção
Resumo Categoria I