MECANISMOS FISIOPATOLÓGICOS DA DOR OROFACIAL

  • Johanna Pinho Huber
  • Annelisa Weiss
  • Ingridy Paula de Godoy
  • Ioná Pitt Kist
  • Waleska Tychanowicz Kolodziejwski
  • Anderson Nardi

Resumo

A dor orofacial (DOF) engloba condições dolorosas provenientes da boca e face, incluindo as disfunções temporomandibulares (DTMs), as quais podem ser definidas como um conjunto de condições dolorosas ou disfuncionais que envolvem músculos da mastigação e a articulação temporomandibular (ATM). O objetivo neste trabalho foi demonstrar todos os mecanismos fisiopatológicos da DOF, desde o estado de homeostasia até o desequilíbrio, e discutir as etiologias que acometem a face e a cavidade oral. Trata-se de uma revisão de literatura, em que o levantamento bibliográfico dos dados foi obtido por meio de livros sobre dores orofaciais, anatomia clínica, fisiologia e artigos científicos da base de dados SciELO. A dor orofacial é consequência de diversas patologias, algumas delas são o deslocamento anterior do disco, luxação do côndilo, distrações articulares e certas síndromes. Na fisiologia desse mecanismo, a informação sensitiva é captada pelos nociceptores das estruturas bucais, sendo transmitida pelo nervo trigêmeo até o tronco encefálico (neurônios de 1ª ordem), em seguida, os impulsos dolorosos são conduzidos até o tálamo (neurônios de 2ª ordem) e, finalmente, chegam ao córtex cerebral (neurônios de 3ª ordem). Sequencialmente a dor é modulada no sistema nervoso central com o aumento da neurotransmissão de noradrenalina, serotonina e endorfinas, retornando ao local da injúria através de eferências. O cirurgião-dentista pode diagnosticar a DOF por exames clínicos e radiográficos, como a palpação da ATM, orientando o melhor tratamento ao paciente, pois ela apresenta alto predomínio na sociedade. A maior parte do sofrimento da população está relacionada ao estresse emocional e a hábitos parafuncionais, como bruxismo, apertamento dental e onicofagia, que contribuem para a DOF. Cabe ao cirurgião-dentista conhecer a neurofisiologia da DOF para realizar corretamente o diagnóstico e o tratamento das diferentes DTMs, prescrever adequadamente fármacos analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares e buscar alternativas para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes.

Palavras-chave: Dor orofacial. Disfunção temporomandibular. Nocicepção. Odontologia.

Publicado
14-03-2017
Como Citar
Huber, J. P., Weiss, A., Godoy, I. P. de, Kist, I. P., Kolodziejwski, W. T., & Nardi, A. (2017). MECANISMOS FISIOPATOLÓGICOS DA DOR OROFACIAL. Ação Odonto, (2). Recuperado de https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/acaodonto/article/view/12483
Seção
Resumo Categoria I