PÊNFIGO E PENFIGÓIDE: REVISÃO DE LITERATURA E DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

  • Mariana Matté Universidade do Oeste de Santa Catarina
  • Bruna Joana Matias Universidade do Oeste de Santa Catarina
  • Manoela Martins Zanca Universidade do Oeste de Santa Catarina
  • Larissa Liliane Borges Universidade do Oeste de Santa Catarina
  • Camila Hachmann Universidade do Oeste de Santa Catarina
  • Laralícia Casagrande Universidade do Oeste de Santa Catarina
  • Acir José Dirschnabel Universidade do Oeste de Santa Catarina
  • Grasieli De Oliveira Ramos Universidade do Oeste de Santa Catarina

Resumo

Pênfigo e Penfigóide são doenças de origem autoimune de semelhanças clínicas que afetam a mucosa bucal dos pacientes acometidos. São diferenciadas de acordo com a localização da bolha no exame histopatológico, sendo elas intraepiteliais e subepiteliais. O objetivo do presente resumo é realizar uma revisão de literatura buscando diferenciar as duas doenças. Essa revisão foi realizada buscando material nas bases de dados Scielo e em livros de patologia bucal. Clinicamente, o Pênfigo exibe erosões superficiais irregulares e ulcerações, podendo apresentar formação de vesículas ou bolhas que, após se romperem, deixam uma superfície desnuda e eritematosa. Já no Penfigóide, existe a presença de vesículas ou bolhas, que após ruptura formam uma área ulcerada dolorosa. As lesões de Pênfigo podem afetar qualquer local da mucosa oral e cutânea, porém as manifestações orais ocorrem mais em palato duro e mole, mucosa labial, mucosa jugal, ventre de língua e gengiva. As lesões de Penfigóide apresentam também manifestações na mucosa conjuntival, nasal, esofágica, laríngea e vaginal. Não existe predileção por gênero. A idade média varia entre 50 e 60 anos de idade. O envolvimento ocular é mais severo no Penfigóide, pois as ulcerações produzem cicatrizes e ocorre a formação do simbléfaro (cicatriz entre a conjuntiva bulbar e a conjuntiva palpebral). O diagnóstico diferencial das doenças se dá pelas características microscópicas, onde é realizado uma biópsia do tecido perilesional. Microscopicamente, no Penfigóide observa-se uma separação entre o epitélio de superfície e o tecido conjuntivo subjacente da membrana basal, já no Pênfigo observa-se uma separação do epitélio acima da camada basal, sendo que esta permanece ligada ao tecido conjuntivo. Por essa e por outras características, se tem a afirmação da presença de tal doença autoimune. Um correto diagnóstico é imprescindível para que o Cirurgião-Dentista possa indicar o tratamento mais adequado.

Referências

NEVILLE, Brad W. et al. Patologia Oral e Maxilofacial. 3. ed. São Paulo: Elsevier, 2009. 767-777 p.

ZANELLA, Roberta R, et al. Penfigóide bolhoso no adulto mais jovem: relato de três casos. Rio de Janeiro, 2011. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0365-05962011000200023. Acesso em: 8 maio. 2016.

Publicado
10-10-2016
Como Citar
Matté, M., Matias, B., Martins Zanca, M., Borges, L., Hachmann, C., Casagrande, L., Dirschnabel, A., & De Oliveira Ramos, G. (2016). PÊNFIGO E PENFIGÓIDE: REVISÃO DE LITERATURA E DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL. Ação Odonto, (1). Recuperado de https://portalperiodicos.unoesc.edu.br/acaodonto/article/view/10491
Seção
Resumo Categoria II